Arroio do Meio – A confirmação de um caso de doença em Teutônia nesta semana e a suspeita de outro caso no mesmo município alerta a região e preocupa a 16ª Coordenadoria Regional da Saúde (16ª CRS). Na cidade da região germânica, foram encontradas larvas de mosquitos em armadilhas espalhadas em diversos bairros. Há também outros cinco focos encontrados em Lajeado.
O número é maior que o de 2012, quando não houve registros de dengue no Vale do Taquari. O médico da 16ª CRS, Marco Antônio Guimarães, ressalta que há também um caso em Lajeado, que foi importado por uma vítima que viajou à Bahia neste ano. Conforme ele, os dois municípios estão em situação de alerta. “Os cuidados devem ser tomados e espero que todos colaborem para que não tenhamos casos mais graves.”
Entre os principais sintomas da doença estão a febre alta, dores no corpo e nas juntas, náuseas e diarreia. Sintomas respiratórios não fazem parte da dengue, diferenciando de casos como resfriados e virose.
Nenhum dos municípios atendidos pelo O Alto Taquari registrou casos, mas seguem trabalhando na prevenção. É o caso de Arroio do Meio. Em março, as agentes da saúde participaram de uma palestra, para saberem como agir, quais os cuidados necessários e as principais medidas de prevenção que devem ser tomadas pela comunidade.
Segundo o agente de saúde para a dengue, Rui Horst, cada residência arroio-meense é visitada periodicamente para receber as instruções. Horst também salienta que foram realizadas pesquisas e não encontraram nenhum mosquito. “As larvas encontradas foram repassadas para a 16ª CRS, onde passaram por pesquisas e foram avaliadas e comprovadas que não são do mosquito”.
Repasse de verbas
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas se infectam anualmente, em cerca de cem países. Destas, quase 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem. Um fato que se agrava a cada ano.
No Estado, os dados não são tão graves, mas a Secretaria Estadual da Saúde (SES) afirma que os registros aumentam com o passar dos anos. Até o momento, 147 casos de dengue em 2013 foram encontrados, sendo 58 contraídos dentro do Estado e 89 importados.
Mesmo com a situação ainda sob controle, a SES estuda e investe em medidas de prevenção para evitar a expansão da doença. Um total de R$ 2,6 milhões foram repassados a 126 municípios para o combate ao mosquito transmissor da doença. O aumento do número de casos corresponde ao reflexo de todo o país, mas não é considerado uma epidemia.
Medidas preventivas
Remova galhos, folhas e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;
Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada;
Mantenha a caixa d’água sempre fechada;
Não deixe água da chuva acumulada sobre a laje;
Encha de areia a borda dos pratinhos de vasos de plantas;
Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo;
Em vasos com plantas aquáticas trocar a água uma vez por semana e limpar o mesmo com água e sabão;
Limpe com escovação os bebedouros de animais.
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Ocorre pelo mosquito que, após um período de 10 a 14 dias, depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida.
O ciclo de transmissão ocorre com a fêmea do mosquito, que deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.

