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    Ivete Kist - Carta Branca

    Um sopro de vida

    adminBy admin13 de março de 2015Nenhum comentário3 Mins Read
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    Se alguém notou, não sei, mas o caso é que faltei aqui ultimamente. Viajei aos Estados Unidos. Foi a chance de tirar o pó do Inglês, que ia ficando meio enferrujado, e uma oportunidade boa para espiar a vida a partir de outro patamar.

    Ainda estou meio de ressaca. Acontece que viajar deixa sempre um certo desconforto. Quero dizer, dá um solavanco ver que as pessoas vivem de jeitos próprios em diferentes geografias. Fica claro que as coisas que nos ralam de preocupação, perdem todo o cabimento fora do contexto. As vaidades viram pó; os medos passam a ter outros motivos e as saudades mudam o endereço.

    * * *

    Bom. Aconteceu que num dos dias da viagem eu fosse a uma loja Walmart para resolver algumas encomendas. Walmart é a maior rede de lojas de departamentos dos Estados Unidos e se caracteriza pelos preços baixos. As lojas são enormes e, em geral, ficam abertas 24 horas. Ao que parece tudo se vende ali. A lista vai de pneus a artigos de ferragens, passando por brinquedos, moda, eletrônicos, farmácia e também gêneros alimentícios. Para este fim, não é um supermercado como os outros. O foco do Walmart são produtos menos perecíveis. É o caso de congelados, pães com longa validade, bebidas, laranjas, tomates longa-vida, coisas assim.

    A loja em que entrei era gigantesca, seriam necessárias horas para inspecionar as prateleiras todas. Uma multidão circulava pelos corredores. Na fila junto ao caixa, fui surpreendida pela quantidade de gente com o carrinho cheio de comida. Embalagens atraentes contendo frango congelado e já empanado, por exemplo. Porções de carne congelada pronta para ir direto ao forno e cozinhar em x minutos. Pães que podem ficar no armário da cozinha durante meio ano. Latas de conservas com feijão, sopas, massas, risotos, porções feitas para despejar no prato e aquecer no micro-ondas. Leite em pó, ovo em pó, bolo em pó, batata em pó, tempero em pó…

    Minha nossa! Me baixou a ideia de que a modernidade está se alimentando de comida sem vida, está levando comida morta para comer em casa.

    * * *

    Comecei a ter saudade de comida viva. Saudade da operação de descascar batatas, do ato de colher manjericão pra temperar o pesto ou de apanhar umas laranjas ali no pé. Fiquei sentindo falta de misturar farinha e ovos e abrir a massa com o rolo sobre a mesa da cozinha, ou então de preparar biscoitos com a ajuda das crianças… A mente foi andando, fui mais longe. Lembrei do tempo em que era comum manter alguns frangos ciscando no quintal, uma galinhazinha para os ovos e me dei conta de que isso tudo poderia parecer coisa de pobre, em vez de ser interpretado como de fato é. Ou seja, um movimento no sentido da alimentação boa, com vida – ideal super moderno, invejado pelas pessoas de altas posses e melhor cabeça.

    * * *

    O ponto que faltava no enguiço que a viagem acabou armando veio na última sexta-feira, já de volta. Senti o tranco ao chegar no pátio do Café Colonial Reichert. Esse que fica logo ali, nos Caminhos da Forqueta. A comida é toda feita em casa, pela mão da família mesmo. São eles que se juntam na tarefa de fazer o pão, a rosca, a schmier, a sobremesa. O resultado é comida com um sopro de vida. Comida viva que é colocada em louça que será lavada e voltará à mesa e não em pratos descartáveis próprios para virar lixo. Comida viva que nutre e ajuda a celebrar a hora boa, a companhia boa e só. (Só?)

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