O recém-eleito presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, o deputado federal Alceu Moreira, cumpriu agenda no Vale do Taquari na sexta-feira, 31. À tarde, o deputado esteve em Arroio do Meio e, acompanhado do prefeito Klaus Werner Schnack, o presidente municipal da sigla, Marcelo Schneider e o ex-prefeito Sidnei Eckert, visitou a redação do AT.
Na oportunidade falou sobre as diretrizes do partido e defendeu dois eixos de trabalho. O primeiro diz respeito ao debate com a sociedade gaúcha sobre o governo estadual, explicando o que vem sendo feito e o porquê de ser feito desta forma. O outro trata de um trabalho mais amplo, voltado à definição da identidade do PMDB.
Para Moreira é uma obrigação o partido demarcar com clareza suas diferenças em relação aos demais partidos. Diz que a sigla tem como base o uso do capital público com responsabilidade social e todos do PMDB, seja um governador, um legislador, ou um militante, devem saber como o partido age quando é governo. Salienta que uma das características do partido é usar o recurso público com responsabilidade de resultado social. Um projeto de saúde, por exemplo, tem de atender aos mais pobres com dignidade e promover a inclusão social. E isso vale para as demais áreas, seja agricultura ou educação.
O presidente estadual do PMDB afirma que há muito tempo o partido deixou de praticar os debates e que é preciso retomar este trabalho para unificar os preceitos partidários, senão a sigla perde sua identidade. Salientou que quer que o PMDB saia da zona de conforto que são as críticas ao governo do PT, Lula e Dilma e se prepare para algo a mais, dê um passo a frente. Defende que é preciso marcar a identidade, a fim de que todos saibam quais são os projetos do PMDB em relação à educação, à saúde, à agricultura, à segurança pública. Só assim a população poderá avaliar se a eleição do partido será boa para sua comunidade. E esta identidade só será formada a partir dos fóruns de discussão que serão promovidos em todo o Estado.
PEC 287
Em relação à proposta que altera regras para a aposentadoria, Moreira frisou que é preciso pensar de forma matemática. Hoje a expectativa de vida aumentou e a taxa de natalidade caiu. Logo, há mais pessoas se aposentando e recebendo do que entrando no mercado de trabalho e contribuindo com a previdência. Com isso, mudanças são necessárias.
Segundo o deputado, hoje 70% dos contribuintes recebem 30% do valor pago em benefícios e 30% recebem 70%. Essa disparidade acaba com as novas regrais, pois todos os contribuintes passam a estar no mesmo sistema de aposentadoria. Em relação aos 49 anos de contribuição necessários para receber o valor integral, Moreira atentou para o fato de que nas regras atuais o Fator Previdenciário acaba reduzindo os rendimentos com o passar do tempo. Com a nova regra, a aposentadoria é proporcional ao tempo de contribuição e não haverá mais o Fator Previdenciário.
No que tange aos agricultores, Moreira discorda com o que está posto na PEC. Inclusive já assinou a emenda que prevê a continuidade da idade atual – 55 e 60 anos. Defende que o agricultor não pode se aposentar aos 65 anos porque ele é diferente, não tem folga, trabalha sete dias por semana. Além disso, a agricultura é a base produtiva da economia brasileira e o agricultor se aposenta com um salário mínimo e continua trabalhando.
Recursos para ponte
Além das várias emendas e recursos que o deputado já tem encaminhado para Arroio do Meio, somando mais de R$ 1 milhão, Moreira anunciou que está empenhado em buscar o montante de R$ 800 mil para a construção de uma ponte nova na rua São José, a ponte dos Wünsch.


