A manifestação do Presidente da República, Michel Temer, na tentativa de justificar o recente aumento de impostos, que acabariam repercutindo nos preços dos combustíveis e consequentemente, em serviços e uma série de outros produtos, foi interpretada como sendo uma atitude muito infeliz e desrespeitosa para com o povo brasileiro, de uma forma geral.
Aliás, ao dizer que o povo entenderia essa decisão não se sabia a quem ele estava se referindo. Certamente não foi para o brasileiro, para o empresário, para o trabalhador e muito menos para o produtor rural, o agricultor. Pois o transporte ficou mais caro, a energia elétrica está subindo, o gás aumentou de preço, o custo de produção de todas as atividades na agricultura ficou maior. Então, deduz-se que a mensagem do Presidente foi mais para os povos de outros países que podem estar tirando proveito desta nossa situação onde quem trabalha e quem produz, tem que ajudar a cobrir os rombos das falcatruas, desvios, roubos.
Em todo o país observa-se manifestações de inconformismo e nos últimos dias os caminhoneiros voltaram a realizar movimentos de protestos, demonstrando a insatisfação da categoria, que poderá ampliar as mobilizações.
A classe dos agricultores familiares, dos pequenos produtores rurais externam votos de repúdio contra o Decreto do governo federal, que no dia 20 do mês passado decidiu alterar alíquotas dos tributos, como o Cofins e PIS/PASEP. E segundo líderes classistas “além de ser ilegal, a medida é um atentado à cidadania do povo brasileiro que não suporta mais arcar com o ônus da falta de governabilidade e controle dos gastos públicos, além de indícios de fraudes e desvios de recursos públicos para custear campanhas e barganhas políticas”.
Sindicalistas afirmam que “esse aumento abusivo e ilegal causará severos danos à agricultura familiar que é responsável por mais de 70% dos alimentos consumidos, mas tem experimentado frustrações e estagnação em suas políticas públicas conquistadas ao longo dos anos. O aumento dos combustíveis impactará em aumento do custo de produção que não será repassado no preço final do produto na hora da comercialização”.
Frangofest
Daqui a duas semanas vai ter uma Frangofest na região do Vale do Taquari. E não será em Arroio do Meio, como outrora se podia imaginar.
Pois o município de Teutônia anuncia, com muita ênfase, como sendo uma novidade e com grande expectativa de sucesso um evento para valorizar uma das principais atividades econômicas na produção primária da região.
É preciso lembrar que Arroio do Meio tinha a Frangofest como um evento oficial, inclusive patenteada e registrada no calendário de festividades do Estado.
A perda da marca é lamentada ainda hoje, depois de muitos anos, sob o silêncio daqueles que poderiam ser considerados os culpados por isso.
Infelizmente só nos resta fazer o papel de espectadores e não será surpresa se muitos arroio-meenses forem prestigiar a festa regional.
Travesseiro debate produção leiteira
Nesta sexta-feira, de iniciativa do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA e da Administração Municipal de Travesseiro, ocorre uma audiência pública para debater a cadeira de produção de leite.
A motivação deste encontro é o momento de instabilidade que o setor está enfrentando, a partir da diminuição da remuneração, do aumento do custo de produção e a política de importações. É importante unir forças para fazer frente à crise.

