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    Especial

    Professor Roque Bersch fala sobre comunidades religiosas e desenvolvimento

    adminBy admin22 de novembro de 2015Nenhum comentário7 Mins Read
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    A gente entende por ‘comunidade religiosa’ um grupo de pessoas – geralmente famílias – que se reúnem para refletir sobre perguntas e preocupações para as quais o Ser Humano não encontra resposta.

    Por ‘desenvolvimento’ queremos entender uma situação em que o bem-estar, a paz, o conforto, uma profissão prazerosa, tudo que a Humanidade consegue aperfeiçoar por meio da ciência e das técnicas chegam ao alcance de todos, democraticamente.

    Ao transcorrer uma centena de anos da criação da paróquia religiosa católica em Arroio do Meio, a população é convidada a participar de um estudo no sentido de avaliar se as atividades desses cem anos ajudaram a promover em nosso Arroio do Meio uma situação de desenvolvimento.

    Para trazer detalhes do projeto, O Alto Taquari conversou com o professor Roque Bersch.

    AT – Professor, temos notado que as ações do projeto se limitam a três igrejas, quando temos outras mais, na comunidade municipal.

    Roque Bersch – Bem observado. Tenho fé que a população compreenda as razões: a) Trata-se de uma atividade que pretende recuperar e avaliar a história de longo prazo; e essas três igrejas não só estão presentes entre nós há mais de um século, mas foram trazidas pelo imigrante, na maioria das vezes sem sequer contar com a presença dos padres e pastores. Expusemos estes argumentos aos representantes oficiais das demais igrejas: não se trata de desprestígio ou desrespeito ao bem que elas difundem; b) Não ‘teríamos braços’, neste momento, para um projeto mais abrangente; c) Mesmo que sejam variadas as igrejas hoje, a sua base – com todo o respeito às mínimas exceções – é uma: há um Ser Superior (Deus), ele se fez presente entre os humanos na pessoa de Jesus Cristo. A vida de Jesus foi pura paz e desenvolvimento, ao preço de sua própria morte como ser humano.

    AT – Por que, então, outros cristãos não participam do projeto?

    Roque – Até certo ponto, penso que até participam. Agora, no objetivo específico da História de Arroio do Meio, a limitação não depende de querer; é um fato. Nós conversamos sobre isso com demais pastores.

    A comunidade municipal de Arroio do Meio é formada em sua maioria por imigrantes de origem luso-açoriana, alemã, italiana e africana (sem com isso excluir qualquer outra etnia, como a indígena, as do médio e extremo oriente, as de países vizinhos do Brasil e, recentemente, haitianos e senegaleses e ainda outras!) Como comunidade, ela está próxima de fechar uma história sesquicentenária de colonização intensiva. Foi por 1868 que nossa terrinha passou a ser loteada. Se multiplicaram em volta do pequeno povoado da Barra do Arroio do Meio as comunidades que constituíram a base da transformação da área em município: daqui a pouco, 150 anos! É mais do que hora de uma avaliação séria!

    AT – Já que você fala em avaliação, vocês acham, de fato, que a religião tem a ver com o desenvolvimento?

    Roque – Bom, historicamente, parece que deve haver uma relação. Não se tem conhecimento de povo do passado sem religião. As religiões se modernizam ao passo do avanço das ciências. Há gente que aposta que chegará o dia sem religião.

    A presença da religião em nossa vida tem um motivo. Nós, humanos, temos dois ‘lados’, sem os quais não somos humanos: de um lado, cada um é um indivíduo responsável por si. Por isso tem cabeça, consciência e vontade próprias; é responsável por si. De outro lado, este indivíduo não se realiza fora de um grupo social. Não tem chance de desenvolvimento. Disto surge uma luta dentro de nós. VIVER passa a ser um mistério: quem exagera para seu ‘lado’ individual se torna egoísta e é rejeitado, é odiado pelo grande grupo social. No máximo forma pequenos grupos e… lá se foi a paz, porque cada grupo tenta subjugar os outros!

    AT – Será que isso tem a ver com a recente ameaça à paz mundial dos atentados do Estado Islâmico (EI)?

    Roque – E como! Até há pouco a gente cantava na missa, do “Hinário” da época: “Levantai-vos, soldados de Cristo! Sus! correi! Sus! voai à vitória! Levantando a bandeira da glória, a bandeira real de Jesus!” “Não nascemos, senão para a luta![etcetera]” Apenas 60 anos atrás! Um piscar de olhos no tempo da existência de Humanos no planeta. E aqueles cantos eram para animar para as cruzadas dos cavaleiros cristãos que iam degolar os mouros! Veja, na época, nada disso era visto como pecado… Pelo contrário, quem morria na luta da cruzada ia direto p’ro céu. Pecado que tinha de confessar ao padre era o menino quando se masturbava ou quando tinha mostrado a língua pr’a mãe.

    AT – Professor, aquelas cruzadas, que a gente aprendeu na aula de História, são, então, do tempo de sua infância?

    Roque – Também não. Não sou tão jurássico assim! Mas o hábito, o espírito permaneceu nos nossos hinos, nas nossas liturgias, na nossa tradição. E achávamos que tínhamos de submeter o mundo todo a uma religião única, não nos dávamos conta de que ritos e liturgias têm a ver com os costumes de um povo em determinada fase de sua história. Agora a gente percebe: os sunitas do EI do Iraque, que o W. Bush acordou com sua política de “tudo para mim, para os Estados Unidos”, estes ainda estão lembrados das cruzadas. Claro que não os desculpo, eles são tão odiosos como eram os nossos papas de então e como foi o Bush de anteontem.

    AT – Então, é melhor...

    Roque – Pois é: quem, por outro lado, não cuida nada de si mesmo, este é um irresponsável, vai ser um “maria-vai-com-as-outras”. Vai ser um peso p’ros outros, uma mala. Nisto reside o mistério do VIVER: o ponto de equilíbrio.

    AT – Continue…

    Roque – Ao longo desses anos todos, os imigrantes de todas as etnias que aqui vieram abrir as “picadas” trouxeram da Europa um costume do qual não abriram mão: aos domingos eles se reuniam, em geral pela manhã, na casa de uma das famílias, para trocar ideias, interagir, tornar-se comunidade, manter a paz e o bem-estar social na “picada”. Guardavam a mensagem do Cristo trazido em bíblias, construíam capitéis, em conjunto levantavam quatro paredes para escolas para que os filhos não crescessem como bicho-do-mato.

    AT – Como é que se entende que, com tudo que aconteceu, eles se mantiveram ligados ao cristianismo?

    Roque – Na minha opinião, é simples: Não foi Jesus Cristo quem estava errando contra os mouros. Quem errava eram seres humanos como eu, como você, que estavam em posições de papa, bispo, rei, chefia.

    Na verdade, diante deste verdadeiro mistério do VIVER, todos nós procuramos uma saída. Existem pessoas que creem que o ‘Estado’, a ‘Cidadania’, a própria Humanidade, de tanto bater a cabeça, acabará aprendendo… Outros apostam que um dia a Humanidade vai descobrir a chave do segredo por meio de estudos, da Ciência. Eu me incluo entre aqueles que creem em Alguém que é “maior”, mais sábio do que o Ser Humano. As pessoas que a partir de 1868 vieram povoar Arroio do Meio em regime de pequenas comunidades – e que são nossos avós, bisavós etc. Aproveitavam sua reunião de domingos de manhã para, em grupo, fortalecer e confirmar entre si a FÉ em “Alguém” mais sábio e a ele pediam ajuda para manterem boa qualidade de vida em suas comunidades, para que as pessoas se sentissem bem entre si e aprendessem a tolerância, a crítica de ajuda, a capacidade de perdoar mutuamente as falhas sem “exigir o fígado” de quem falhou etc etc. Pediam que esse Deus lhes abençoasse o propósito (= “abençoar” significa dizer “É isso aí! Vai em frente!”). Que Deus lhes desse essa força! Acho que comunidades religiosas autênticas influem em nosso desenvolvimento; mas… esperemos o que a população tem a dizer.

    Uma boa pergunta a se fazer hoje talvez seja: Ao longo dos 150 anos de comunidades cristãs em Arroio do Meio, quanto promovemos um ambiente de paz e desenvolvimento e quanto procuramos destruir um ao outro?

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