Arroio do Meio – Neste sábado, 30, o Posto de Saúde Central estará aberto das 8h às 17h, sem fechar ao meio-dia, para aplicar a vacina contra o vírus da gripe em idosos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da área da saúde, gestantes, puérperas, doentes crônicos, indígenas, pacientes com câncer e transplantados. Já nas sextas-feiras, 13 e 20 de maio, o horário de atendimento será especialmente estendido até às 19h, para facilitar a vacinação dos grupos prioritários.
O lançamento oficial da Campanha de Vacinação contra a Gripe ocorreu nessa quarta-feira, 27, no Posto de Saúde Central, na presença de autoridades, representantes de grupos prioritários, diretoras de escolas e profissionais da saúde. Na ocasião, o enfermeiro Rogério dos Santos Nunes reforçou a importância dos grupos prioritários se vacinarem, afim de proteger toda a comunidade de um possível surto do vírus da gripe. O profissional de saúde salientou ainda a necessidade dos cuidados com a higienização neste período, especialmente das mãos, como forma de prevenção à transmissão de doenças. A vacina começou a ser aplicada na segunda-feira, 25, e em menos de três dias mais de 1.300 arroio-meenses já foram vacinados.
O principal objetivo da Campanha, de acordo com o secretário da Saúde, Gustavo Zanotelli, é prevenir e minimizar as complicações em decorrência do vírus influenza. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde para o município é de imunizar 5.120 arroio-meenses enquadrados no público alvo, dos quais 2.750 idosos. Para alcançar este número, a equipe da saúde montou estratégias que incluem visitas aos grupos e lar de idosos para aplicação da vacina, vacinação em todos os postos (Central e ESFs Bela Vista, Aimoré e Navegantes) no período de campanha, visita domiciliar a idosos acamados e envio de material explicativo às escolas.
CONTRAINDICAÇÕES: Pessoas que têm alergia a ovo não devem fazer a vacina. Quem estiver com febre ou em tratamento de quimioterapia ou radioterapia deve procurar orientação com seu médico.
Sobre a gripe
Resfriado e gripe são a mesma coisa? Não. O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de dois a quatro dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, mas a febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na gripe, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção.
Qual a diferença da gripe comum para a “gripe A”? O que popularmente ficou conhecida como “gripe A” é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga da rede de serviços de saúde. O Estado do Rio Grande do Sul foi duramente atingido no inverno daquele ano, com registro de 3.585 casos confirmados da doença e 298 óbitos.
Em 10 de agosto de 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o fim da pandemia e início da fase pós-pandêmica, indicando que o vírus H1N1 se manteria em circulação, apresentando comportamento de vírus sazonal. A ocorrência de casos confirmados da doença é, portanto, esperada e o monitoramento destes casos no RS confirma a indicação da OMS: a circulação do vírus da Influenza A H1N1 não se caracteriza como uma situação atípica no cenário do inverno gaúcho, sendo mais um agente, entre vários, que causam doenças respiratórias agudas.
Outro vírus influenza A que também está circulando pelo mundo é o H3N2. A vacina contra a gripe protege tanto contra o H1N1 como contra o H3N2, além de também oferecer proteção contra influenza B.
Quem tem direito à vacina pelo SUS este ano? Devem procurar os postos de saúde para receber a vacina gratuitamente, pessoas com 60 anos ou mais, crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, gestantes, mulheres até 45 dias depois do parto, e pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, além de obesos e diabéticos). Além destes grupos, os indígenas também recebem as doses, diretamente nas aldeias; os profissionais de saúde se vacinam nos próprios locais de trabalho; e a população privada de liberdade, devido aos altos índices de doenças respiratórias.
Qual o critério para a escolha dos grupos? Os grupos prioritários são escolhidos levando em conta as pessoas com mais chances de desenvolver complicações a partir da gripe. Os critérios são construídos a partir da investigação do perfil dos casos graves e dos casos de óbito por gripe. Em 2012, por exemplo, a investigação dos óbitos no RS indicou que 60% dos casos eram de pessoas com doenças crônicas ou de idade acima de 60 anos, o que reforça a importância desses grupos buscarem imunização.
Sintomas da gripe “A” – febre alta (acima de 38 graus), tosse, dificuldade respiratória, irritação nos olhos e dor nas articulações;
Medidas de prevenção e controle para as escolas e público em geral
Para prevenir a transmissão é recomendado manter os ambientes ventilados, implementar medidas de higiene do ambiente escolar e estimular que os indivíduos apliquem a etiqueta respiratória e aumentem a ingestão de líquidos. Nas escolas não está indicada a suspensão de aulas e demais atividades como medida de prevenção e controle de infecção. Além disso, por recomendação do Ministério da Saúde, alunos, professores e demais funcionários que adoecerem devem permanecer em casa por até sete dias após início dos sintomas ou até 24 horas após cessar a febre, com vistas a diminuir a transmissão da gripe.
Medidas de prevenção individual devem ser estimuladas buscando diminuir a transmissão de pessoa a pessoa:
Higienizar as mãos com água e sabonete/sabão antes das refeições, após tossir, espirrar ou usar o banheiro;
Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após tossir ou espirrar ou após contato com superfícies;
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar para evitar disseminação de gotículas das secreções; na impossibilidade de serem usados lenços, recomenda-se proteger a face junto à dobra do cotovelo ao tossir ou espirrar;
As escolas/creches devem buscar implementar medidas que diminuam a contaminação de objetos e ambientes tais como:
Prover dispensadores com preparações alcoólicas (álcool gel) para as mãos e estimular os alunos a higienizar as mãos após contato com secreções respiratórias;
Prover lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido, suporte para papel toalha, papel toalha, lixeira com tampa com acionamento por pedal, para o descarte de lenços e lixo;
Realizar a limpeza e desinfecção das superfícies das salas de aula e demais espaços da escola (classes, cadeiras, mesas, aparelhos e equipamentos de educação física) após o uso. O vírus da influenza é inativado pelo álcool a 70% e pelo cloro. Portanto, preconiza-se a limpeza das superfícies, com detergente neutro seguida da desinfecção com soluções desinfetantes.
Preferir não utilizar bebedouros. No entanto, na impossibilidade disto, evitar compartilhamento de copos/vasilhas. Estimular a utilização de garrafas de água individuais.
Em creches, lavar regularmente os brinquedos com água e sabão.
Alunos, professores, cuidadores e funcionários com síndrome gripal devem ser encaminhados para atendimento médico. É caso suspeito de gripe: toda pessoa que apresentar doença aguda de início súbito, com febre, tosse ou dor de garganta acompanhado de ao menos um desses sintomas: dor de cabeça, dor nos músculos, dor nas articulações.
Importante: Recomenda-se que o indivíduo doente com síndrome gripal, permaneça em casa durante os sete dias após o início dos sintomas, período em que está transmitindo o vírus ou até 24 horas após cessar a febre.
Vacina em falta
A procura pela vacina, tanto nos postos de saúde quanto nas clínicas particulares, apresenta acréscimo, se considerado o mesmo período do ano passado. O aumento no número de casos e as consequentes mortes provocadas pela gripe são apontadas como principais causas do aumento da procura pela vacina, especialmente pela população que não está no grupo de risco e, por isso, não tem direito à vacinação gratuita.
Em clínicas particulares, as doses estão em falta e assim que novos lotes chegam, são rapidamente aplicados, tamanha a procura. A alegação é de que a fabricação da vacina já foi encerrada e a maioria do estoque foi direcionada para os grandes centros urbanos, como São Paulo. Os valores da vacina, na rede privada, variam de R$ 160 a R$ 190.
População carcerária imunizada
Nesta semana os detentos do Presídio Estadual de Arroio do Meio foram vacinados pela enfermeira do ESF de Bela Vista. Dos 42 detentos, somente sete não quiseram fazer a vacina, totalizando 35 imunizados. Além dos apenados, foram vacinados no presídio, dois servidores da Brigada Militar que fazem guarda no local e quatro servidores da Susepe. Até o momento não há nenhum caso suspeito de gripe A na casa prisional.
Casos registrados no Brasil
2015 – 141
2016 – 305 (até março)
Mortes em função do H1N1
2015 – 36
2016 – até março 46
O Rio Grande do Sul, até o dia 22 de abril (data do último boletim oficial da Secretaria Estadual de Saúde), tinha 18 óbitos confirmados em função da gripe A. Além disso, registrava 25 óbitos sem identificação viral e dois estavam em investigação. Eram 593 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, 44 foram confirmados como gripe A, 11 classificados como outros vírus, 201 sem identificação viral e 337 estavam em fase de investigação.
Até o momento, Arroio do Meio não registra nenhum caso confirmado ou suspeito de gripe A.


