Em virtude da baixa procura dos grupos prioritários, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 9 de junho. O objetivo é alcançar a meta que até o momento está muito abaixo da estipulada pelo Ministério da Saúde que é de 90%. Em Arroio do Meio não é diferente. Até à tarde de quarta-feira dia 31, 83% das pessoas pertencentes aos grupos prioritários haviam feito a vacina. Com a prorrogação, o atendimento aos grupos prioritários continua em horário normal no Posto de Saúde Central e ESFs dos bairros, de segunda a sexta-feira.
A enfermeira Lisete Berwanger, responsável pela vacinação no Posto de Saúde do Centro, revela que a procura pela vacina está tímida. Entretanto, ressalta que a procura está acima da média se comparada com alguns municípios vizinhos. “Normalmente atingimos a meta. Entretanto, a população precisa vir para se imunizar”, observa.
Lisete fala ainda que a população tem receio em se imunizar já que a vacina pode causar um pouco de febre, o que é normal, principalmente nas crianças. “Não podem tomar a vacina aqueles que são alérgicos a ovos ou estão febris. Essas são as contraindicações”, fala.
População em geral
Na última segunda-feira o secretário de Saúde do Estado, João Gabbardo Reis anunciou a liberação de doses da vacina para a população que não pertence aos grupos de risco. Em Arroio do Meio a secretaria da Saúde disponibilizou dois dias em horários especiais para a população em geral se vacinar. Na quarta-feira o Posto de Saúde do Centro atendeu entre 17h e 19h. Nesse dia, antes mesmo do horário de atendimento uma enorme fila se formava desde a sala de atendimento até a rua, na parte externa do posto. A vacinação continua amanhã, sábado, para a população em geral que ainda não se vacinou. O horário de atendimento no Posto Central será das 8h às 11h30min, ou enquanto durar o estoque que é proveniente de outros municípios. O atendimento será feito mediante a distribuição de senha.
Proteção
Após ouvir o noticiário na televisão, da liberação de doses para a população em geral, Valdir Scherer, do bairro Bela Vista, foi até o Posto do Centro na tarde de quarta-feira. Na fila à espera da vacina, ele diz que todos os anos faz a imunização e ressaltou a importância de se imunizar. “Acho interessante se vacinar para ficar livre dessa doença que mata”, disse.
Aneli Gerhardt, do bairro Novo Horizonte, levou os filhos Gustavo de 9 anos e Tiago de 4 para tomar a vacina. Ao saber da prorrogação ela ficou atenta aos meios de comunicação para saber os horários e locais onde seriam disponibilizadas as doses. “Fiquei sabendo através do rádio e por isso corri para cá. Vou aproveitar e me vacinar também”, revelou.
População ainda resiste
Ao saber da prorrogação da campanha de vacinação, a dona de casa Mariana Castro e seu filho, que pertencem a um dos grupos prioritários, por terem problemas respiratórios correram para o Posto de Saúde do Centro para se imunizar. Os boatos de que a vacina estaria provocando efeitos colaterais deixou a dona de casa, moradora do bairro Bela Vista apreensiva. “Somos asmáticos, por isso precisamos fazer a vacina todos os anos. Mas esse ano ouvimos falar que a vacina estava provocando reações e inchaço no local da aplicação. Li na internet que em Curitiba várias pessoas foram hospitalizadas em razão da vacina. Por isso fiquei com medo. Mas agora com a prorrogação decidi realizar a vacina”, revela.


