Orçada em R$ 2,5 milhões, a viabilização do bloco de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José de Arroio do Meio, já parecia mais próxima de virar realidade, de acordo com a equipe diretiva do Hospital São José. Conforme relatado, além da verba para edificação, são necessárias a contratação de pelo menos 50 a 60 profissionais (equipe multiprofissional necessária para funcionamento 24 horas de UTI) e o mais difícil: ter a garantia de repasses mensais do governo estadual e federal para manutenção do funcionamento desta Unidade. Isso depende de um novo ciclo econômico do RS e do governo federal por meio da superação da crise das finanças públicas. Não existe expectativa imediata de quando isso vai ocorrer.
Estudos técnicos apontam que no Vale do Taquari faltam 45 leitos de UTI, o que faz muitos pacientes serem transferidos para outras regiões do RS, dificultando a vida dos familiares. Atualmente apenas o Hospital Bruno Born de Lajeado e o Estrela possuem leitos de UTI. O Hospital Beneficente Santa Teresinha de Encantado está em fase de construção de sua UTI.
Mas a gestão da instituição fundada pelas Irmãs da Divina Providência não está parada. De forma contínua, ocorrem investimentos em modernização da tecnologia, busca por qualificação e eficiência no atendimento, ampliação da abrangência e importância na comunidade regional. Foram mantidas e conquistadas mais referências de especialidades.
Atualmente o hospital conta com 171 funcionários. Por mês mais de 600 pacientes de 12 municípios da região são atendidos no ambulatório de especialidades SUS do Hospital. E no Ambulatório da Psiquiatria, perto de 500 consultas por mês. Em 2017 o número de atendimentos ambulatoriais ocorreu para 161 municípios e passou de 46,7 mil (incluindo todo movimento do Plantão 24 horas, consultas de especialidades e serviços de diagnóstico). A instituição se destaca pela qualidade do atendimento com grau de satisfação superior a 90%.
O hospital ainda tem recebido visitas técnicas de instituições de outras regiões do RS para conhecer o sistema de gestão e estrutura do Hospital. Existe expectativa de aumento do número de médicos residentes na especialidade de Psiquiatria. Se tiver a aprovação definitiva do MEC, em três anos a instituição terá nove médicos residentes nesta especialidade. A parceria com a Univates também está cada vez maior: disponibilização da estrutura do hospital para aulas dos acadêmicos de Medicina, estágios curriculares de vários cursos oferecidos na universidade: Psicologia, Enfermagem, Farmácia, Nutrição e outros.
A IMPORTÂNCIA DAS EMENDAS
Os administradores reconhecem que o repasse de emendas parlamentares tem possibilitado investimentos na modernização tecnológica que, além da qualificação no atendimento dos pacientes, é fundamental para futura operacionalidade da UTI. Para aproveitar estes recursos, as aquisições são baseadas na tabela de equipamentos do Ministério da Saúde (SIGEN).
Na sexta-feira, dia 09, os membros do diretório do Partido Progressista, José Elton Lorscheiter, o Pantera (presidente), o ex-prefeito Danilo José Bruxel, Roque Kerbes (presidente de honra), ex-vereador Gustavo Kasper e Valdecir Crecencio (tesoureiro), visitaram a instituição para acompanhar investimentos feitos com a emenda de R$ 150 mil intermediada pela senadora Ana Amélia Lemos (PP). Com os recursos da emenda a instituição adquiriu um Digitalizador de Imagens Radiográficas (monocassete), um ar condicionado e uma cadeira de rodas para obeso. A próxima meta da instituição é implantar um sistema para operar o digitalizador, não sendo mais necessária a revelação das imagens em filme, que é um método considerado tóxico. O investimento está orçado em R$ 35 mil.
Na ocasião, a equipe diretiva do hospital fez uma apresentação detalhada da gestão, estrutura e funcionamento da instituição. Os progressistas destacaram que enquanto líderes políticos, é importante ter uma dimensão do que ocorre no hospital para ajudar a dar suporte caso o partido volte a ser mandatário do Executivo no município. Bruxel lembrou que sua relação com a instituição vem desde 1991 quando era secretário da Saúde do governo Backes, e se intensificou nos dois mandatos em que foi prefeito, época em que foi implantado o Plantão 24 horas, e o município por três anos consecutivos tinha a melhor Saúde do RS.
Kerbes contou que seu avô foi o motorista que trouxe as Irmãs da Divina Providência, dirigindo para o Monsenhor Jacob Seger. Kasper revelou que as terras onde foi construído o hospital e Colégio São Miguel eram de seu bisavô e sua avó foi a enfermeira que recebeu as irmãs antes da construção da instituição. Pantera disse que é dever dos políticos ficarem atentos às demandas da instituição que é um bem da comunidade. “Por lei metade das emendas (recursos federais) devem ser aplicadas na Saúde. Como outras regiões priorizam custeio de safras, naturalmente mais recursos para a saúde podem ser destinados para nossa região”, explica.
Até segunda-feira, dia 19, outra emenda de R$ 250 mil poderá ser confirmada por meio da articulação do deputado federal Jerônimo Goergen (PP). O recurso seria para uma obra, mas em decorrência de entraves no projeto terá readequação no encaminhamento. A administração do hospital, entre outras necessidades, também necessita a aquisição de uma lavadora.
Outra intenção do hospital é oferecer um espaço externo onde os acompanhantes de pacientes possam aguardar em meio à natureza. Participaram da reunião a Gerente Administrativa Fabiane H. Gasparotto, Diretor Técnico Lino Telmo Girardi, Gerente de Recursos, Niura Rodrigues da Silva; a Supervisora de Recursos Humanos, Rafaella Deves, e as irmãs Teresinha Orth e Irinete da direção do hospital.


