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    O Alto TaquariBy O Alto Taquari11 de abril de 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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    Era um antigo casarão. Típico das famílias uruguaias em décadas passadas de maior riqueza. O estilo clássico, o interior de peças amplas e móveis de madeira maciça formavam um conjunto imponente e acolhedor. As portas imensas abriam-se para salas de jantar ou um gracioso jardim de inverno. Em outra extremidade, o escritório com paredes forradas em couro. Mais adiante, a biblioteca. Que espaço magnífico!
    Os livros exploravam os limites do teto e da imaginação. Centenas de publicações organizadamente catalogadas. Romances, bibliografias, enciclopédias, dicionários e almanaques centenários. Milhares de palavras transformando as estantes em tesouros de conhecimento. Estrategicamente disposta junto à janela, uma poltrona de veludo verde musgo convidava a leitura. Ela simplesmente não acreditava naquele momento perfeito. E mais impressionante ainda a casa fora comprada pelo marido. Por que o Uruguai? Talvez a identidade cultural com o pequeno e simpático país vizinho.
    Fazia planos de pequenas alterações, onde colocar mais quadros e esculturas e, foi assim que percebeu uma estranha movimentação atrás de um móvel. Era um rato! Nem teve tempo de gritar, de repente outras tantas ratazanas surgiam entre frestas e cortinas. Deveria haver dezenas deles. Tão habituados estavam com a casa que sequer fugiam das pessoas. Assustada, passou a calcular quanto deveria gastar em venenos para liquidar com os aqueles detestáveis inquilinos.
    Resmungava que era sempre assim, tudo em sua vida sempre exigia mais trabalho. Não conseguia concentrar-se em nada mais. Nem no marido, nem nos móveis e detalhes, mas apenas nos roedores que surgiam de todos os cantos. Assustada correu em direção à porta quando um som estridente, muito alto, a acordou. Eram 6h30min de sábado! Era um sonho muito vivo, rico em detalhes. Tudo parecera real demais. Existiria aquela residência, em alguma discreta cidade do interior uruguaio?
    O marido, é claro, ironizou, ao afirmar que até em sonhos presenteava coisas lindas que, no fundo, carregavam problemas que ela, por natureza, se via obrigada a corrigir. Evitou uma avaliação psicanalítica do sonho. Os ratos saindo de porões e armários. Preferiu a avaliação de uma amiga de que ratos, por proliferarem rapidamente, deveriam significar dinheiro. E a tal casa, quem sabe não seria aqui mesmo no Brasil, em uma cidade menor, onde ambos pudessem alternar em períodos com o apartamento na cidade? Estavam próximos de uma aposentadoria.
    À noite, voltou a dormir e desta vez não sonhou com casas ou ratos. O marido não pregou o olho. Será que tudo que fazia no relacionamento era carregado de bichos nojentos como os tais ratos do sonho? Ela seria a faxineira dos projetos que tentavam dividir? Quem sabe por isso estaria extenuada e distante. A proposta de uma vida saudável a dois ficaria como? Deprimido, somente dormiu após algumas taças de vinho.
    Sonhou que viajava em um ônibus novo e da janela avistava um imenso e ensolarado deserto. Olhou para trás e percebeu centenas de ratazanas mortas na estrada. Acordou suando. A boca seca exigia água. Tomou uma ducha bem quente e ligou a televisão onde uma antiga comédia romântica embalou um sono sem sonhos. Quem sabe, enquanto antigas culpas tentavam, inutilmente, ocultar os bichos escrotos do cotidiano.

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