A Casa Arroio promove, nos dias 3, 4, 9 e 10 de fevereiro, a Oficina Prática de Cinema Documental. A atividade ocorre das 19h às 22h e é voltada a interessados em audiovisual, comunicação, cultura e a todos que desejam aprender, na prática, como contar histórias reais por meio do cinema. O espaço de criação fica localizado no distrito de Arroio Grande, próximo ao Centro de Lazer Arroio Grande.
A oficina será ministrada por Ismael Caneppelle; ator, diretor e roteirista premiado internacionalmente. Irá compartilhar sua experiência na criação de documentários, desde a concepção da ideia até a construção narrativa e os processos de filmagem. A proposta é oferecer uma vivência completa, combinando teoria e prática para que os participantes compreendam como transformar histórias do cotidiano em produções audiovisuais de impacto.
Com investimento de R$ 150, a oficina busca fortalecer a cena cultural local e incentivar a produção de narrativas autorais. As inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo Instagram @casaarroio ou pelo e-mail ateliecasadoarroio@gmail.com, reforçando o compromisso da instituição com a formação artística e o desenvolvimento cultural da região.
“Hoje em dia todo o mundo possui um celular. Então o cinema entrou na vida das pessoas de uma maneira nova. Minha ideia com essa oficina é estimular as pessoas a produzirem filmes com câmeras simples, até mesmo com celular. O público pode esperar um encontro para brincar de fazer cinema, contar histórias, realizar documentários. Tentar realizar filmes curtos. Será uma maneira de mergulhar um pouco mais nesse mundo do audiovisual”, explica.
OS CENÁRIOS DO MUNICÍPIO
Para o sócio-fundador do espaço multiartístico, Caneppelle, seu envolvimento com a cidade vai muito além das telas, já desenvolveu diversos trabalhos onde sempre levou o nome de Arroio do Meio para todo o país e fora dele. “Os meus três filmes tanto como diretor quanto roteirista se passam em Arroio do Meio. ‘Os Famosos e Duendes da Morte’, ‘Música para quando as Luzes de Apagam’ e ‘Arroio de Nós’”, explica.
O artista relembra prêmios já conquistados e os pontos da cidade que serviram de locação para seus trabalhos. “Recebi o prêmio ‘Machado de Assis’ da Academia Brasileira de Letras, este foi o que mais me impressionou. No Brasil são incontáveis, entre eles, o prêmio do juri para o meu documentário “Musica para Quando as Luzes se Apagam” no Festival de Brasília. Esse filme eu gravei na cascalheira do Passo do Corvo, com a atriz Julia Lemmertz. Esse filme viajou pelo mundo, ganhou melhor documentário na Inglaterra e na Suíça, também foi exibido na Bósnia”, comenta.


