
No Mercado Público é possível acompanhar trabalho e até participar de qualificação com os artesãos
Tradição que vem desde a chegada dos imigrantes açorianos em 1748 na Ilha de Florianópolis em Santa Catarina, a Renda de Bilro é mantida por artesãos no Mercado Público. Além de gerar recursos para as famílias artesãs envolvidas, transformou-se num Patrimônio Cultural Imaterial pela técnica desenvolvida, ou seja, a arte de entrelaçar fios usando bilros de madeiras em almofadas. O resultado são trilhos para cortinas, saias, blusas e marcadores de páginas, entre outros produtos desenvolvidos, que chamam a atenção de estilistas famosos e hoje são comercializados pelo mundo.
Eduardo Pedro de Oliveira, conhecido como Dinho Rendeiro, é um dos artesãos que atua num espaço cedido pelo poder público no mercado. “É uma tradição forte, que envolve homens e mulheres da ilha e que nos ajuda no sustento de casa, mas também ajuda a manter uma tradição tão importante para nossa ilha, por isso funciona também como escola, afinal as próximas gerações devem manter este trabalho fantástico que um dia alguém nos ensinou.”




