O Rio Grande do Sul confirmou na terça-feira, dia 3, um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, dentro da Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar. O diagnóstico foi feito pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Segundo a Seapi, a ocorrência não altera o status sanitário do estado nem do país como área livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e não afeta as exportações de carne e ovos. O consumo desses produtos continua seguro, pois o vírus não é transmitido por ingestão.
As aves infectadas pertencem à espécie Coscoroba coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba. Técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) coletaram amostras de animais mortos e as enviaram ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou o resultado positivo para o vírus H5N1.
Equipes do SVO e da Seapi atuam na região com medidas de contenção e vigilância, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As ações incluem monitoramento, barreiras sanitárias e campanhas de educação e conscientização sobre a importância de evitar o contato com aves doentes ou mortas.
A Estação Ecológica do Taim foi interditada e permanecerá fechada até que a situação seja controlada. O monitoramento está sendo realizado diariamente, em conjunto com o serviço veterinário oficial.


