
Assisti, recentemente, a uma partida de futebol, o famoso GRE-NAL, cuja decisão era para o Campeonato Gaúcho. Deu Grêmio, com supremacia. Campeão Gaúcho é o Grêmio. Apesar de eu ser colorada, tenho que reconhecer que não sou campeã gaúcha e não fizemos por merecer. Mas, acredite, não é sobre a partida de futebol que quero falar, até porque Carpinejar o fez, o que acho legítimo, é a opinião dele, mas não fora respeitado. Penso que não temos ainda maturidade para discutir nossas opiniões com argumentos, bom senso, maturidade e inteligência. Até lá…
Quero falar para aquilo que vai além de uma partida de futebol: o ritual por detrás disso tudo. O domingo já começou sendo pensado cedo; ideias para o momento de parar tudo e olhar ao espetáculo que é uma partida de futebol; técnica com arte. Parece que o domingo começa a ter um sabor diferente.
Na hora do jogo reúne-se a família, geralmente, na sala. No nosso caso, teve pipoca, também boa pedida para esses momentos e um bom chimarrão. A concentração, as conversas sobre o jogo, táticas, estratégias e jogadores enriquece o debate. A torcida faz vibrar o coração, aquecer o sentimento, deixar colorido o dia. Até “corneta” é pura brincadeira que faz rir.
O jogo termina e com ele reflexões importantes, sejam elas, a de que há perdedores e vencedores e isso é normal; temos que entender. Tudo passa, no dia seguinte há um novo dia com nossas responsabilidades que nenhum jogador pode fazer por nós. De que não vale a pena brigar por uma partida de futebol, já que a vida tem outro sentido. Sempre lembrar que o futebol existe para alegrar, para unir famílias, para lazer, para respeitar o diferente.
Num mundo tão cheio de raiva, de ansiedades, de não respeitar o diferente, é preciso pensar como eu vivi essa partida de futebol e como me manifestei pós-jogo. Sou dessas também que acha que pode ter havido erros de juiz, por exemplo, mas ele é humano e são coisas para serem melhoradas e não podem se repetir e que também devem ser discutidas com quem entende desse assunto, estudou para isso. Eu, por exemplo, não posso opinar sobre juiz, sempre vou “puxar” para meu lado. Os opinadores de qualquer assunto precisam entender que podem é magoar as pessoas, brigar, disseminar o ódio e não enriquecer o debate. Queremos que haja um jogo de futebol cada vez com menos erros de arbitragem.
Viva as partidas de futebol, como espetáculos a que se devem propor. Torcemos por algo, por alguém, por uma causa, por um sentimento. Torcer faz vibrar o coração!

