
Estamos neste Dia 1º de Maio fazendo uma alusão ao Dia do Trabalhador. É feriado nacional obrigatório no Brasil, oficializado em 1925, transformado a partir de então, em uma celebração. Com origem na luta por melhores condições de trabalho em manifestações operárias no final do século XIX, ainda hoje, o conceito celebração (dia para descansar, viajar, fazer algo diferente, reunir a família, amigos e render homenagens) reflete também muito sobre perspectivas, realizações e melhores condições de trabalho. O que nos parece muito claro é que nos tempos atuais, o trabalho envolve uma gama muito grande e complexa de reflexões que envolve todos os que estão nesta grande cadeia produtiva, que está passando por transformações profundas no mundo.
A frase popular de que o trabalho dignifica o homem e que atravessa gerações continua atual, sem qualquer distinção de função porque nesta grande corrente todos são importantes: líderes à frente de entidades, empresários, professores, agricultores, operários e milhares de outras funções, porque o trabalho na sua essência envolve mente, coração e participação física. Quantos trabalhadores humildes levantam cedo e na sua função reúnem coração, mente e esforço físico para dar conta do seu trabalho. Mas numa empresa, independentemente do seu porte está um líder, empreendedor que se empenha mentalmente e emocionalmente para atender exigências burocráticas, fiscais e garantir centenas de empregos e condições de trabalho e renda. Então não se trata de dividir pessoas pela função que exercem na cadeia produtiva, mas sim de respeito e propósito. O que está cada vez mais evidente e esta situação está em debate no Brasil de forma mais contundente é o quanto as políticas públicas contribuem para a valorização dos trabalhadores. Para oferecer melhores condições de trabalho a milhões de trabalhadores que financiam a máquina pública é necessário reduzir privilégios e o tamanho do Estado. Os altos salários, benefícios diversos em diferentes escalões de agentes públicos envolvendo os três poderes não condizem e não entregam o que a alta carga tributária repassa. Se queremos um Brasil melhor, se queremos uma valorização de todos os trabalhadores não se pode distribuir benesses e fazer política com cunho de poder pelo poder, com o esforço de toda a cadeira produtiva que trabalha para gerar desenvolvimento social e econômico com significativa e crescente dose de sacrifício.

