
Todo dia chega mais uma dessas listas das cem-coisas-que-você-tem-de-fazer-antes-de-morrer. Os cem livros para ler; os cem filmes imperdíveis, os cem lugares para visitar, os cem não sei o quê. Na América do Norte acaba de ser lançado “The book of awesome” ( algo como “O livro das coisas incríveis”). Pois ali está reunida uma outra coleção. A coleção das pequenas coisas lindas que tornam os dias mais alegres e que – segundo o autor – ninguém pode nem imaginar perder.
Ou seja, o que não faltam são as listas.
Mas, então, em vez de embarcar na lista que outros fazem, que tal armar a nossa? De quebra vem a chance pra pesar e pra medir o que falta ainda conhecer/saber e o que queremos repetir na vida. E, o melhor de tudo, sem precisar imitar fulanos e beltranos.
Pois bem, que tal por mãos à obra e organizar juntos um rol de itens importantes? Nada a ver com moda ou quantidade. Cada um arruma as coisas do seu jeito. Vamos fazer assim: coloco umas linhas, você concorda ou risca ou troca ou acrescenta. E aí, quando chegarmos ao fim desta coluna, cada um já sai com a sua lista na algibeira e depois é só cumprir tarefa. Um, dois, três, lá vai…
- Andar descalço à beira do mar;
- Ter (ao menos por um tempo) um trabalho muito, muito legal;
- Conhecer o Rio de Janeiro;
- Ouvir a Nona Sinfonia de Bethoven;
- Aprender a dançar samba;
- Comer pastéis de nata em Lisboa;
- Andar de bicicleta;
- Ler “O tempo e o vento”, de Érico Veríssimo;
- Tomar banho de lagoa;
- Fazer serão perto do fogo;
- Assistir à final da Copa do Mundo – com vitória do Brasil;
- Aprender a contar piadas;
- Fazer o pão em casa;
- Contar histórias para um neto;
- Olhar a chuva e não ter pressa para nada;
- Cultivar um tomateiro;
- Ver a neve caindo fora da janela;
- Criar duas ou três galinhas e colher os ovos;
- Aprender a tocar (ou arranhar) um instrumento musical;
- Cozinhar para um jantar com pessoas queridas;
- Tomar um vinho bom em boa companhia;
- Etc.

