Em apenas três meses, a granja Rutz de Linha Paissandu Westfália, dobrou a produção de leite, passando dos 28 litros diários por animal, para os atuais 49 litros diários. A produção mensal que antes era de 35 mil litros, agora chega aos 60 mil litros/mês. O principal responsável pelo crescimento foi o sistema implantado em março deste ano, quando adquiriu uma ordenhadeira robotizada holandesa, da marca Lely, e construiu novas instalações climatizadas.
O sistema todo, incluindo a ordenhadeira robotizada e as instalações custaram R$ 1,4 milhões, investimento que será pago antes do esperado: em quatro anos e meio. Isso se deve ao aumento na produção que dobrou em apenas três meses. “Pensamos que chegaríamos na média de 40 litros/vaca/dia, porém chegamos a 49 litros, produção considerada acima da média. Porém temos vacas com produção diária de 75 litros. Uma delas produziu 80 litros em um único dia”, revela Eduardo Rutz.
O produtor que possui 48 animais em lactação, participa da Expointer há alguns anos, tudo com o objetivo de adquirir conhecimento. A propriedade recebe visitas de produtores de diversas regiões do estado com objetivo de conhecer e levar o sistema para suas propriedades.
Como funciona o aparelho
Cada animal é ordenhado até quatro vezes por dia, dependendo da necessidade de cada um. As vacas vão para o equipamento baseadas em dois estímulos: necessidade de ingerir ração ou ao sentir o úbere cheio, explica Rutz. Ao sentir-se estimulada entra no robô e em seguida o braço robótico inicia o trabalho. Em segundos ele desinfeta e encaixa as teteiras iniciando a coleta do leite que é destinado ao tanque. Cada ordenha é realizada entre seis e oito minutos. No computador, o produtor tem todas as informações referentes aos animais, individualmente, como relatórios, gráficos, relação de animais ordenhados, produção diária, saúde do úbere, entre outras tantas.
O sistema é controlado por um computador que lê as informações na coleira de cada animal. “Elas têm autorização para entrar até quatro vezes por dia no robô. Só pode entrar no aparelho com o mínimo de dez litros de leite no úbere e com, no mínimo, seis horas a contar da última ordenha. Se ela entrar antes disso o sistema não oferece a ração e a porta abre para que o animal saia”, conta.
Vantagens
São várias vantagens que o sistema oferece. O tempo disponível para atender outras atividades é a principal delas, já que não há tempo gasto com a ordenha, que antes dependia de duas horas. A mão de obra é reduzida o que resulta em mais lucro ao produtor; controle maior da higiene; o clima controlado entre 10 e 18 graus nas instalações oferece um ambiente propício aos animais, resultando em aumento da produtividade; redução de deslocamento ao pasto, reduzindo o estresse animal. “Com esse sistema robótico de ordenha e ambiente climatizado conseguimos melhores índices reprodutivos, uma vez que as vacas são melhor suplementadas em razão da alimentação balanceada”, frisa Rutz e acrescenta: “Outro fator importante é que houve uma queda drástica na contagem de células somáticas (CCS).”
Funções definidas
Na atividade, cada um dos quatro membros da família possui uma função. Eduardo trabalha na limpeza e manejo de cama, o irmão, Anderson, na alimentação e dieta das vacas; O pai, Zilmar, faz a alimentação das novilhas, vacas secas e em pré-parto e a mãe fica responsável pelas bezerras.
Produção acima da média
Com a implantação do sistema, a média de produção do rebanho passou dos 28 litros para 49 litros/vaca/dia, razão pela qual o investimento se pagará em menos tempo. “Essa é a melhor média do Brasil na ordenha robotizada da marca Lely. A melhor média mundial é de 53 litros por animal”, revela orgulhoso.
Adaptação
Eduardo explica que a empresa responsável pela instalação do equipamento prestou assessoria por 72 horas seguidas. Primeiramente as vacas precisavam ser conduzidas até o robô e, depois de alguns dias, já estavam acostumadas com o aparelho. Já no free Stall levaram aproximadamente duas semanas para se ambientar.
Expansão da tecnologia
Valdair Kliks da Lely Center Milkparts situada em Westfália, que comercializa os robôs para os Vales do Taquari, Rio Pardo e Serra Gaúcha, explica que já foram instalados 25 robôs para 13 propriedades. Confiante ele diz que a expectativa é continuar expandindo a tecnologia no mercado. Porém, salienta que a venda dos equipamentos depende muito do cenário econômico. “Como o equipamento é importado, o preço de venda depende da variação cambial e nesse momento o euro está muito alto e elevou o preço do produto. Todavia, muitos produtores estão buscando informações e têm demonstrado interesse pela tecnologia Lely. Informações sobre o sistema e interessados em conhecer a tecnologia poderão entrar em contato com Laudecir Gross, através do número: 51 99582-1636.”




