Uma técnica ainda pouco difundida na região começa a ganhar espaço no Vale do Taquari: a hidrossemeadura, também conhecida como “grama líquida”. Utilizada para o plantio de grama e controle de erosão, a tecnologia vem se destacando pela agilidade e eficiência, especialmente em terrenos inclinados, como taludes e beiras de estrada. A empresa especializada neste tipo de plantio fica em Cruzeiro do Sul e está há cinco meses no mercado do paisagismo.
O processo consiste no jateamento de uma mistura composta por sementes, fertilizantes, fixador e mulch, material que ajuda na proteção e fixação do solo. A aplicação é feita com equipamentos específicos que permitem alcançar áreas de difícil acesso, garantindo uma cobertura uniforme mesmo em locais onde o plantio tradicional apresenta limitações.
Um dos principais diferenciais da técnica está justamente na sua versatilidade. “A hidrossemeadura permite o plantio em planos inclinados, onde seria muito difícil aplicar grama em leivas. Em taludes, por exemplo, basta jatear e irrigar, sem necessidade de estaqueamento”, explica a sócia-diretora da empresa, Paula Schneider.
Além disso, a produtividade chama a atenção. Em condições adequadas, é possível cobrir cerca de dois mil metros quadrados por dia. O tempo de aplicação em si é rápido, sendo que a etapa mais demorada costuma ser o abastecimento de água para a mistura, que pode variar conforme o acesso ao local.
Outro ponto positivo é a personalização. A escolha das sementes varia conforme o objetivo do cliente. Para fins estéticos, são utilizadas gramas de folhas finas, semelhantes à tradicional esmeralda. Já para controle de erosão, é possível aplicar um mix de sementes, incluindo variedades que não exigem manutenção frequente, como corte. Os resultados também aparecem em pouco tempo. Entre 7 e 14 dias já é possível observar o início da germinação, desde que sejam mantidas condições adequadas de irrigação. “A água e o calor são fundamentais. A recomendação é irrigar duas vezes ao dia nos primeiros 15 dias”, destaca.
A hidrossemeadura ainda é considerada novidade no Vale do Taquari, mas a aceitação tem sido positiva. Em outras regiões do país, a técnica já é utilizada há mais tempo, principalmente em obras de infraestrutura e recuperação ambiental. Entre os principais clientes estão residências, empresas e obras públicas, com destaque para áreas que exigem soluções eficientes contra erosão. “Nos taludes, que hoje têm como alternativa principal o uso de leivas, a semeadura se apresenta como uma opção mais prática e com bom custo-benefício”, finaliza.



