
Belos exemplos de criatividade e envolvimento comunitário vem de cidades pequenas, especialmente por ocasião dos aniversários de emancipação. Em março, Travesseiro fez uma belíssima feira, bem organizada, valorizando potencialidades locais e Capitão inovou com o Boi na Brasa.
Neste fim de semana, as atenções se voltam para Pouso Novo, com a abertura oficial, encontro de primeiras damas e escolha das soberanas, hoje à noite, – com a Banda Brilha Som e DJ Tampinha; amanhã, palestra cultural, lançamento do livro Memórias de uma Vida II, Baile da Melhor Idade, encontro de soberanas; no domingo missa festiva, encontro de trilheiros, apresentação de grupos de danças do CTG Tropilhas da Serra, shows e atrações musicais para todas as idades, com presença de ótimas bandas. O grande destaque e que certamente será uma atração turística é o FESTIVAL DOS SABORES DA NOSSA TERRA. Serão sete comunidades que farão a comida no sábado e no domingo, apresentando comidas típicas no conceito Caminho dos Tropeiros. O Salão Gastronômico estará à disposição dos visitantes no sábado a partir das 18h e no domingo a partir das 11h. Por apenas R$ 60 será possível experimentar todos os pratos e circular no espaço à vontade, saboreando os sabores que fazem parte da cultura local desde o tempo dos tropeiros.
Veja a programação completa e detalhada no especial encartado nesta edição.
Ambiente internacional desafiador
As projeções para 2026 são de uma desaceleração na economia mundial. Em grande parte, pelos conflitos no Oriente Médio. Além de perdas humanitárias, a guerra que envolve ações militares por parte dos EUA, Israel e Irã, além dos conflitos em Rússia e Ucrânia, e outras regiões do mundo trazem prejuízos econômicos e sociais. Nesta fase, o conflito que desencadeia no Estreito de Ormuz, por onde passam petróleo e derivados como fertilizantes que são utilizados para movimentar a economia de vários países do mundo, inclusive o Brasil, traz sérias preocupações. A crise impacta na disparada de preços, gerando inflação, atraso em diversas atividades. Apesar dos anúncios de acordos de paz, não há uma garantia da manutenção da trégua, muito menos paz definitiva.
Preço dos fertilizantes
O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, sendo a Rússia o principal fornecedor. Mas também vem fertilizantes dos Estados Unidos, Canadá, China, Marrocos, Irã, entre outros países.
Com o conflito no Golfo Pérsico, os preços estão em alta. Houve um aumento significativo em relação ao ano passado, principalmente da ureia (nitrogenada); sulfato de amônio; MAP e cloreto de potássio. A alta dos preços é impulsionada pela guerra que afeta o fornecimento de gás que é essencial para a produção da ureia, fora os problemas e atrasos na logística. No caso dos fertilizantes, outro competidor que entra na composição de preços, – já há mais tempo, – é a produção de baterias para carros elétricos que utilizam enxofre, aumentando demanda que há dois ou três anos não existia. Com maior procura, aumenta o preço. Como neste jogo, há menos players, existe esta tendência de aumento, o que infelizmente afeta o agronegócio do Brasil em grande e pequena escala porque são produtos essenciais para o plantio e o transporte.
Antecipação de compras
Diante de cenários do aumento do custo de produção com o aumento dos insumos como adubo que é essencial, muitos produtores procuram antecipar suas compras, já para a safra 2026/2027, mas nem sempre é possível, porque já existe um grau elevado de endividamento que não permite fazer estas transações. Apesar do governo federal estudar uma subvenção para a safra 2026/2027, por enquanto nada definido. Quando estourou a guerra entre Rússia e Ucrânia, o Governo Bolsonaro focou na garantia de importação de fertilizantes, mantendo diplomacia em alto nível para conseguir o intuito. Na época, para diminuir a dependência de fertilizantes também se intensificou a importação do Canadá e foi lançado o Plano Nacional de Fertilizantes para aumentar a produção de fertilizantes e reduzir a dependência.
Nova realidade tributária
Outra pressão no bolso do produtor rural é a mudança na tributação. Entrou em vigor no dia 1º de abril, a cobrança de tributos sobre fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, que antes eram isentos de PIS e Cofins.

