
Muitas vezes sento em frente ao televisor e fico procurando um filme para assistir, até que um deles me chame a atenção. Já cheguei à conclusão de que meus gostos não mudam porque quando gosto de um e começo a assistir tenho a nítida impressão de que já assisti, embora não lembre da história.
Sou fã dos filmes americanos, porém ultimamente surgiram bons filmes rodados na Índia e na Turquia.
Na minha mocidade os filmes de maior sucesso eram os do faroeste americano, os musicais, de guerra ou aventuras. Também haviam os nacionais com Oscarito e Grande Otelo, Ankito e os do Mazzaropi, sempre sucesso garantido.
É interessante que conhecemos mais da história da colonização da América do que do Brasil. Acompanhamos a ocupação do oeste, a disputa por terras e as lutas com os índios. Aliás, sei de cor quase todos os Estados americanos e das tribos indígenas. Os pistoleiros, os heróis e os bandidos eram bem conhecidos.
Quando criança um dos brinquedos da gurizada era pegar uma forquilha de um galho de árvore como revólver e sair à caça. Todos se escondiam e se procuravam. Quando alguém era surpreendido dizia algo como “comói” e contava os passos. Cinco passos e o adversário estava “morto”.
Não gosto de filmes fantásticos, irreais e de terror. Como a televisão não existia na época, o programa era ir ao cinema. Certa vez fui assistir um filme que iniciou com pessoas escavando em um cemitério. Quando abriram o caixão viram que a tampa estava toda arranhada por dentro. Aquilo me deu um calafrio na espinha e saí imediatamente do cinema e fui assistir um jogo de futebol de salão no Clube Rio Branco.
Sai de mim. Isso pode acontecer!
Agora ligo o televisor e está passando outro filme. Esse acho que também já vi. Um personagem desconhecido de repente se torna famoso e se descobre que tinha uma fonte quase inesgotável de dinheiro. Distribuía para todo mundo, amigos e inimigos. Até para fazer filmes de personagens famosos. Pagava jantares, viagens e festas.
Quando nós, os pagadores de impostos, ficamos sabendo, o dinheiro já estava escasseando e os “amigos” começaram a se afastar. Tal como os apóstolos na prisão de Cristo, começaram a negar que o conheciam. Hoje até parece que o famoso personagem tem alguma doença contagiosa.
Como sempre é preciso seguir o rastro do dinheiro. Onde vai dar e quanto irá influenciar nas próximas eleições ninguém sabe. Só o tempo o dirá. Já tivemos o escândalo dos Correios, do mensalão, do petrolão, do INSS e de outros menos votados, mas parece que o eleitor não se importa muito, já acostumado com tais confusões.
Ainda bem que temos um pastor para cuidar de tudo por nós no STF, porque por aqui perdemos um grande pastor, sempre sorridente e simpático com todo mundo. Batizou meu filho Matheus. Gostava muito dele. Saiu de Travesseiro direto para os braços do Senhor. Descanse em paz Padre Orlando Francisco Pretto.

