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    CRIANÇA DIZ CADA UMA

    O Alto TaquariBy O Alto Taquari10 de outubro de 2025Nenhum comentário4 Mins Read
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    Quem é pai ou mãe pode confirmar. O que se ouve de uma criança durante seu desabrochar para a vida daria para escrever um livro. É uma pena que a gente não anote, sendo preciso confiar apenas na memória.
    Na época (felizmente?) não existia celular.
    Durante as viagens a gente incentivava os cantos, as histórias, as conversas… Quando aprendeu na escola sobre trava-língua, o mais novo adorava brincar de fazer rimas. A mais velha era séria, compenetrada e estudiosa. Gostava de ler. Tornou-se uma eximia cirurgiã plástica. As duas do meio adoravam cantar uma música e fazer um jogo de mãos, sincronizado, entre as duas. Coisa linda de se ver. Lembrava um filme de Steven Spielberg: A cor púrpura.
    Essa história de cortar unhas e cabelos rendeu muito choro e ranger de dentes. Ninguém conseguia se aproximar do mais novo com um cortador de unhas. Por muito tempo eu cortava suas unhas – que já nasceram encravadas – quando estava dormindo.
    O cabelo rendeu muitas visitas frustradas ao cabelereiro. Não havia meio de cortar o longo e sedoso cabelo loiro que hoje não parece mais o mesmo. Em um dia em que toda a família saiu, com muito jeito fui preparando seu espírito para, finalmente, conseguir cortar alguns chumaços de cabelo. Vendo que o corte não era dolorido, finalmente o cabelereiro conseguiu terminar o serviço, sentando-o dentro de um carrinho de brinquedo.
    Essa história de cortar cabelos é assustadora para as crianças. Uma mãe insistiu com a menina que só cortaria dois dedinhos. Depois de muito choro e pavor, perguntou: de qual mão?
    Eu sempre deixava no banheiro algumas revistas de Seleções do Reader’s Digest que substituía seguidamente. Não havia como não folhear a revista durante o tempo em que sentavam no vaso sanitário. À noite deitava na cama com o pequeno e lia algum romance. Comecei a notar que ele acompanhava a leitura e passei a enfeitar a história com situações inventadas. Depois de um tempo ele reclamou-me que isso não estava escrito. Alegando cansaço, combinei com ele que eu leria uma página e ele a outra. Virou um leitor voraz, até mais do que eu.
    A inocência das crianças é enternecedora.
    Numa das primeiras vezes que fomos ao litoral, maravilhada com o movimento das ondas, uma delas perguntou-nos “se desligavam o mar à noite”.
    Noutra ocasião, enquanto percorríamos o longo trajeto para a escola, conversávamos sobre os assuntos do momento e as matérias que estavam sendo ensinadas em aula. O tema do momento era o escravagismo no Brasil, os açoites, os castigos e o tratamento dos escravos como coisas de propriedade do amo. Questionei-as sobre o que aconteceria se viessem a matar um escravo. Uma delas, bem ponderada, com a sensibilidade da futura bacharel em direito, respondeu-me que “seria como se tivessem matado uma pessoa”.
    Todas faziam patinação e esportes. A menor era tão ágil que nos jogos Maristas competia no voleibol e no basquete, este nos dois times, no infantil e no adulto. Estava sempre a mil, tanto que eu lhe disse certa vez que ela queimava a vela da vida pelas duas pontas.
    Quando conversávamos sobre a filha maior fazer a carteira de identidade para inscrever-se no vestibular, a menor, ainda no período de perda de dentes, respondeu rápido: É fácil. É só pegar um cartão, colar o dente e escrever a idade.
    Meu neto de 7 anos, fazendo o tema de aula, apareceu a palavra “sobrado”. A mãe perguntou-lhe se sabia o que era. Claro que sim, respondeu, é o que sobrou!
    Numa pescaria, o mais novo descobriu o segredo para os pintados pegarem a isca. Explicou-me que era só mexer a boca para cá e para lá que o pintado agarrava. E muitas vezes funcionava…
    Numa pescaria, ao entardecer uma marreca saiu da vegetação e caminhou até a água do açude. Logo em seguida um marrequinho a seguiu, depois, outro e mais outros. Na sequência toda a ninhada foi para a água. Criado já na época da televisão, disse-me com admiração: parece replay!
    À noite, no açude, aproximando uma luz forte, mostrei-lhe uma traíra na água em meio às algas. Ele ficou extasiado admirando-a quando, repentinamente, o peixe sumiu. Ele se tele transportou, gritou-me ele!
    Essas crianças dizem cada uma… e são a alegria dos pais. Hoje são dois médicos, uma advogada e uma ortodontista/advogada.

    O Alto Taquari

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