
Nunca levei muito a sério essas festas de virada do ano. Sempre me lembro que várias culturas estão em outras contagens, de mais de cinco mil anos.
Além disso ocorreram várias mudanças de calendário e o que adotamos está tão errado que a cada quatro anos precisamos acrescentar um dia.
Ao encontrarmos esqueletos, então, com milhares de anos, ou fósseis com milhões de anos, tudo perde o sentido.
Quando o foguetório é seguido de estrondos de alta intensidade, pobres dos animais. Nossos amigos de ouvidos sensíveis, apavorados, não sabem onde se enfiar.
O mundo não mudou muito.
Ainda há guerra na Ucrânia, onde a segurança das fronteiras é a razão oficial da invasão pela Rússia, ante a ideia de integrar-se à OTAN.
A manipulação dos cordéis é por interesses outros daqueles que não estão a morrer no front da batalha, e que não se importam com a destruição de sua juventude.
Pobre Terra Santa, por onde Jesus andou e que tive o prazer de percorrer.
Pobre Mestre.
Recém nasceste e, logo após o carnaval, por caprichos do calendário, serás crucificado, um dia diferente a cada ano, mas sempre na semana da lua cheia.
Que este ano só nos traga boas notícias.
Que todos tenhamos boa saúde, inclusive os que dependem do SUS.
Que o governo gaste menos, só gaste o que arrecada… e arrecade menos para não sufocar a economia, pois já tivemos a Inconfidência Mineira por causa da derrama e a Revolução Farroupilha por causa do imposto do charque.
Que neste ano o povo possa escolher bons administradores que cuidem honestamente dos interesses dos Estados e do País, pois ninguém aguenta mais as denúncias de roubalheiras e corrupção.
Agradecendo aos que me honraram acompanhando minha coluna semanal até aqui, desejo que o novo ano traga alegrias e felicidade para todos.
E que tenhamos paz…

