
Uma das festas populares mais conhecidas no mundo ocidental, o Carnaval é a maior festividade do Brasil.
Sua origem remonta à idade média e chegou ao Brasil durante o período colonial. O entrudo, nos três dias que precediam a quaresma, caracterizava-se pelas brincadeiras de jogar, uns nos outros, água, farinha, areia e limões de cheiro, bolas de cera recheadas com águas perfumadas.
No século passado, vários ritmos e danças passaram a fazer parte do nosso Carnaval. Os desfiles das Escolas de Samba no Rio de Janeiro, o maracatu e o frevo no Nordeste, onde predominam os blocos de rua, como em Recife e Olinda. Em Salvador a maior característica são os trios elétricos.
No sul predominavam os bailes de salão e as eternas marchinhas carnavalescas, como Oh Jardineira, Me dá um dinheiro aí, O pirata da perna de pau, A turma do funil, Cachaça não é água, Ó abre-alas, Cidade Maravilhosa, Daqui não saio, Mamãe eu quero, etc. que minha geração sabia de cor.
Algumas não passariam hoje na censura, como Maria Sapatão e Cabeleira do Zezé. Havia, ainda, o rinoceronte Cacareco, símbolo do voto de protesto nas eleições municipais de São Paulo em 1959.
Alguns elementos da festa de carnaval foram herdados de celebrações de povos da antiguidade como os mesopotâmicos, gregos e romanos.
A ideia era a do “mundo de cabeça para baixo”. Na festa promoviam bebedeiras e outros prazeres carnais.
Na idade média a Igreja Católica tentou controlar os ímpetos festivos da população e seus exageros. A Quaresma, período de 40 dias que antecede a Semana Santa, é marcada pela contrição e jejum.
A expressão carnis levale, retirar a carne, do latim, passou a ser conhecida como carne vale, período para as pessoas extravasarem seus desejos antes de iniciarem a Quaresma.
O samba urbano carioca contribuiu para o surgimento das Escolas de Samba que desfilam durante o Carnaval. As competições são acirradas entre as Escolas com notas em cada quesito.
A montagem e desmontagem de precárias arquibancadas, a cada ano, foi eliminada por Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e por duas vezes governador carioca.
A construção da Passarela do Samba, de caráter permanente, para o desfile das Escolas de Samba, foi uma ideia genial de Darcy Ribeiro, projetada por Oscar Niemayer e construída em apenas quatro meses. Aproveitando a rua para ensaios e o espaço inferior das arquibancadas, foram instaladas salas de aula.
Ninguém pode ignorar que por trás do luxo dos grandes desfiles das Escolas de Samba estava o suporte dos bicheiros do Rio. Depois entrou a política e suas maracutaias. Agora até o Presidente Lula entrou nessa, merecendo um desfile especial em pleno ano de eleição, expondo-se a grande risco.
Vamos ver o que a Justiça Eleitoral tem a dizer disso.

