Há 1 ano e 10 meses a pequena Daniela chegou para ressignificar a vida da mamãe Patrícia Bergjohann Rahmeier e do papai Carlos Rahmeier. “A Dani, como carinhosamente a chamamos, foi nossa surpresa mais linda e esperada. Ela nos ensina o tempo todo que a vida ao seu lado é resumida em momentos simples: nas descobertas, nas perguntas, nas refeições em família, nos momentos de qualidade que usufruímos só pelo prazer de estarmos juntos, gargalhadas, o acordar, o adormecer. Daniela significa o conforto de saber que, é com ela que tudo faz sentido”, afirma Patrícia.
Sem dúvidas, essa foi a maior transformação com a maternidade na vida da Patrícia: o sentido que um filho traz, pois hoje, absolutamente tudo envolve a pequena Dani. A hora de acordar, de sair, de voltar, de tomar decisões. “O sentido de tudo que envolve protagonizar a criação de uma criança, na minha percepção, está em desacelerar. Aprender a perceber detalhes que antes não eram notados, aprender que cuidar de alguém significa uma nova visão de mundo e do próximo, porque amar um ser com tamanha amplitude, muda a proporção das prioridades. Aprender que as mudanças e desafios nos fortalecem e nos tornam ainda mais humanos e capazes”.
Patrícia afirma que a maternidade lhe trouxe força e coragem desde a gestação, já que ela passou por um diagnóstico desconhecido por ela até então: a colestase gestacional, uma complicação hepática que pode ocorrer durante a gravidez, geralmente no terceiro trimestre. Em decorrência disso, houve risco de nascimento prematuro com 29 semanas, momento de muita apreensão, no qual foi necessária internação. Porém, no meio de tudo isso, o Vale do Taquari enfrentava a catástrofe climática de 2024.
“Isso nos exigiu ainda mais resiliência, visto que nossos acessos de Estrela a Arroio do Meio ficaram comprometidos. Nesse momento, vimos o Vale de cima, de uma maneira que ninguém imaginaria ver um dia, pois retornamos do hospital de helicóptero. Sabíamos que no conforto de casa, conseguiríamos manter Daniela em segurança até o momento certo de nos agraciar com a sua chegada. Uma decisão que nos exigiu clareza, maturidade e muito planejamento de logística e continuidade do acompanhamento de pré-natal. Com o apoio incondicional do marido e papai Carlos, suporte da nossa rede de apoio, fé e a força do maternar desde já, recebemos a Dani através de uma cesariana tranquila e programada, por estar pélvica, em suas 37 semanas mais 1 dia de vida intrauterina para o mundo, para nossos braços, para completar o nosso lar”, conta.
Conforme a mãe, Daniela sempre apresentou um ótimo desenvolvimento. Para a alegria da mamãe, consultora em amamentação e nutricionista, elas desfrutaram juntas do sonho de amamentar. “Com muito empenho, dedicação e amor, Daniela recebeu apenas leite materno até seu sexto mês de vida e seguiu amamentada até 1 ano e 4 meses. Nesse processo, senti na pele a lacuna que existe entre a recomendação e o sistema trabalhista: a licença maternidade de apenas quatro meses. Um dos momentos mais difíceis – o retorno ao trabalho, o fato de não mais estar na presença física com Daniela 24 horas por dia. Para mim, seguir amamentando era extrema prioridade, desejo inegociável, era conhecimento de poder ofertar o alimento ouro. E assim, seguimos. Com extrações durante o trabalho e conexão ao máximo quando estávamos juntas”, recorda.
Como tudo na vida, a maternidade é composta por fases, e chegou a tão aguardada – mas não ansiosa e nem precoce, introdução alimentar. E ela chegou quando deveria ser. No momento que Daniela estava pronta. “Os alimentos que apresentamos desde o início para ela correspondem ao que eu acredito e pratico enquanto nutricionista e nossa conduta me fez enxergar que teoria e prática podem caminhar juntas. Enquanto mãe, meu princípio sempre foi garantir uma oferta tranquila, sem pressa, sem forçar! O afeto também faz parte do momento das refeições, inclusive é muito importante ensinarmos uma boa relação com a comida desde cedo. Nosso propósito é, antes de tudo, oferecer ensinamentos de exemplos em saúde, infância real e serenidade para o desenvolvimento da Dani”, ressalta Patrícia.
A pequena Daniela é definida pela mãe como doce, carinhosa, esperta. “Ela é meu sonho realizado. Seu olhar fortalece diariamente as minhas atitudes. Por ela e para ela, reorganizei minha vida, minha rotina e meu tempo. Para estarmos juntas. Acredito que quanto maior a proximidade, mais segurança oferecemos para o seu desenvolvimento. Além disso, aprendemos juntas, cozinhamos juntas, brincamos, cantamos e conversamos muito, sim, pois tenho uma menina bem falante”, revela a nutricionista.
Para Patrícia, ser mãe da Dani lhe mostra a cada dia a capacidade de adaptação à medida que o amor cresce e transforma a vida em evolução. “Ela me faz querer ser perfeita em todos os âmbitos, porém eu tive que aprender que, na maternidade a perfeição é o possível. O possível dentro de cada realidade, com presença e constância, para um maternar leve e realmente vivo, que modifica o cansaço em entusiasmo e as adversidades em oportunidades de construirmos uma jornada mais valiosa e segura de que estamos proporcionando o nosso melhor, enquanto mães”.
Para finalizar, a mãe da Daniela aproveita para desejar um Feliz Dia das Mães a todas as mamães que se entregam por inteiro todos os dias, sem hesitar e que, em hipótese alguma, escolheriam outra versão, pois a maternidade não diminui a vida, ela expande.



