
Proprietários de imóveis que tenham reconhecido o diagnóstico de Síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista ou sejam PcD, poderão ficar isentos de pagamento de IPTU, caso o Executivo de Arroio do Meio transforme o anteprojeto em Projeto de Lei. O vereador Mariano Weizenmann (PP) é autor deste anteprojeto que foi encaminhado e votado na Câmara de Vereadores de Arroio do Meio. Recebeu por parte dos colegas parlamentares aprovação unânime em maio, mas como a proposta envolve recursos financeiros é preciso que o Executivo envie novamente para a Câmara de Vereadores, criando a lei. O vereador Mariano disse que falou com o prefeito sobre o assunto, uma vez que entende que há um bom número de famílias que se encontram em dificuldades, e que poderiam ser beneficiadas pelo projeto. Para ele, R$ 400, R$ 500 por ano para cada uma destas famílias (obedecidos vários critérios já estabelecidos no anteprojeto, como por exemplo receber o benefício da isenção em um único imóvel, ser de uso residencial, ser titular do imóvel…) que não precisariam pagar o IPTU seria uma ajuda importante. O assunto deverá ser estudado pela administração, avaliando o impacto financeiro que terá nas contas municipais. Se o Governo Sidnei acatar o anteprojeto, retorna à Câmara, com devidos ajustes ou não e a criação da Lei depois de aprovada pelos vereadores trará benefícios a esta parcela da população.
Dependência econômica e falta de liberdade
Com a possível redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais haverá mudanças em diversos setores. Um dos segmentos atingidos será o de transportes que calcula um aumento nos custos de 8,6%, com contratação de mais funcionários. Analistas de mercado e economistas tem avaliado que a simples mudança do fim da escala 6×1 não vai trazer maior prosperidade e mais descanso, para a maioria dos trabalhadores. Como os salários são baixos, como as empresas estão com pouca capacidade de investimento por causa de impostos vai ocorrer que muitos trabalhadores vão começar a fazer “bico”, caindo na informalidade, o que não traz nenhuma segurança futura, para por exemplo, se aposentar com tranquilidade, o que no estágio atual já está difícil. A questão da viabilidade de um horário menor de trabalho está diretamente ligada a uma estrutura financeira estável, que hoje ou por enquanto está nas mãos de uma minoria. Muitos profissionais individuais, liberais, pequenos empreendedores, trabalhadores de diversas funções não podem se dar ao luxo de trabalhar apenas 40 horas semanais, o que seria justo e merecido, mas viável em um país mais desenvolvido. No Brasil a riqueza produzida é dilapidada por quem vive da produção gerada por milhões de trabalhadores, empresários, empreendedores.
Alto padrão
A comercialização de imóveis de alto padrão cresceu 12% na capital gaúcha nos primeiros quatro meses do ano, em comparação com 2025, no mesmo período. São imóveis geralmente negociados a preços superiores a R$ 2 milhões em bairros como Rio Branco, Bela Vista, Petrópolis, Jardim Europa e Cristal. O resultado é um reflexo de como está o cenário da construção civil no Brasil que projeta um crescimento de 2%, impulsionado pelo Programa Minha Casa Minha Vida.
Para o coordenador de Negócios Imobiliários da Fundação Getúlio Vargas Alberto Ajzental o ambiente de negócios imobiliários do país favorece famílias de alta renda que não são afetadas tanto pela economia e política. Ao mesmo tempo famílias com maior dificuldade econômica /renda menor são atendidas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. A classe média é que tem mais dificuldades de acessar linhas de crédito a juros compatíveis.
Marcha ré
Artigo escrito por Marcos Mendes (economista, pesquisador associado ao Insper) destaca que duas condições são necessárias para que o Brasil tenha chance de crescer mais rápido e oferecer uma vida mais próspera para sua população. Ajuste das contas públicas e aumento da produtividade. Sem isso vamos continuar produzindo e investindo pouco, pagando juros altos e tendo salários medíocres. É um círculo vicioso que se arrasta há anos. O governo gasta muito e mal. Faltam investimentos no que realmente interessa. A produtividade é um problema histórico. E quando o governo se vê em apuros, usa o dinheiro do contribuinte para fazer propaganda de si, a exemplo de várias ações que estão ocorrendo este ano com o objetivo de se manter no poder pelo voto.

