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    Um Defeito de Cor

    O Alto TaquariBy O Alto Taquari23 de fevereiro de 2024Nenhum comentário4 Mins Read
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    Neste último carnaval, o pessoal da Portela foi buscar inspiração no livro “Um defeito de cor” de Ana Maria Gonçalves, para criar o samba-enredo da escola.

                            Apurados os resultados do desfile, a Portela ficou só com o 5º. lugar. Mas, se a repercussão alcançada valesse pontos, a Portela seria hors-concours. Quer dizer, ficaria acima e além de todas as outras escolas.  Passaria  para uma categoria  especial, pelo alvoroço que vem causando.

                            Acontece que, depois do desfile,  todo mundo está falando de “Um defeito de cor”. E com toda a razão! Trata-se de um livro surpreendente em vários sentidos. É um livro pesado. Pesado, por ser um calhamaço de 952 páginas, e pesado por contar uma história impressionante. Quem a conta é Kehinde,  uma mulher negra, que rememora sua vida desde que foi capturada no Reino de Daomé, África, para ser escrava no Brasil, quando tinha de seis para sete anos.

                            O livro mostra a escravidão a partir de dentro. Kehinde, é apanhada para venda com a irmã gêmea. Crianças tão pequenas não eram as presas favoritas. Mas o fato de serem gêmeas chama a atenção. As duas meninas podem ganhar preço ao ser vendidas como um brinquedo interessante. Entre todas as peripécias narradas, destaca-se a venda do filho de Kehinde, feita pelo  próprio pai. Depois de conseguir a alforria, Kehinde sai a procurar o filho. Faz  isso até a morte, sem jamais vai encontrá-lo.

                            Não sei o que o pessoal da Portela esperava, além de fazer um belo desfile de carnaval. Às vezes, a gente atira no que vê e acerta no que não vê… O certo é que neste ano a Portela gerou  dois fatos importantes.

                            Primeiro, fez explodir o comércio do livro de Ana Maria Gonçalves e olha que ele já antes  vendara  mais de cem mil exemplares. A novidade é que desde o dia 12 de fevereiro, data do desfile, o livro esgotou nas livrarias.    Informações do Magalu dizem que a procura pela obra  cresceu 3.300%. Na lista dos mais vendidos da Amazon, “Um defeito de cor” subiu para o primeiro lugar. Por seu lado, a editora Record  começou a rodar nova edição da obra no dia 16 de fevereiro. Ou seja, alvoroço  incomum agitou o setor editorial brasileiro.

                            Segundo fato, o livro e o desfile da Portela trouxeram para a roda das conversas o inesgotável tema do preconceito. A escravidão foi abolida há 136 anos no Brasil. Mas, como herança, ficou o costume de  tratar as pessoas de forma desigual. Se você tem memória boa, ainda lembra do mal-estar  causado pela obrigatoriedade de estender os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas, há cerca de dez anos.

                            Ao lado disso, vale a pena prestar atenção no título do livro de Ana Maria Magalhães. O título  “Um defeito de cor” fala por si. Ele não foi inventado pela autora. A autora simplesmente repete uma expressão corrente no período colonial. Os pretos ou descendentes de pretos que quisessem ser admitidos em cargos importantes tinham de pedir uma licença especial. Eles tinham de ser “inocentados”, por assim dizer,  do chamado “defectu coloris”. Ou seja, os negros pediam para ser desconsiderado o fato de carregarem a falha da pele de cor errada.

                            Acreditar que a cor de pele pode ser um defeito é ou não é um tema para causar alvoroço?

    O Alto Taquari

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