
Pela segunda vez comemorei o meu aniversário (66 anos), ocorrido no último domingo, em Brasília. Além de reencontrar o filho, Henrique, também jornalista e radicado há sete anos na capital federal, aproveitei a ocasião e o feriadão para confraternizar com velhos amigos jornalistas que há décadas moram na cidade. Também participaram amigos do meu filho integrantes da torcida organizada “Colorados de Brasília”. A comemoração teve, ainda, um churrasco, no domingo.
Minhas andanças por Brasília incluíram uma visita a Expotchê, que se realizou no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Trata-se da maior feira de cultura e agronegócio gaúcho fora do Sul do país, que trouxe como tema histórico os 400 anos das Missões Jesuíticas-Guaranis.
A mostra teve vários estandes que exibiram produtos, atrações e experiências gaúchas. Vários espaços ofereciam erva-mate, chocolate, roupas, artefatos para churrasco e chimarrão, além de farta gastronomia gaudéria, com destaque – como sempre – para o famoso “costelão 12 horas”.
O futebol não poderia ficar de fora desta exposição além-fronteiras. Inter e Grêmio tinham espaços onde ostentaram uniformes, troféus conquistados e produtos que agitam a paixão dos rio-grandenses. Dois palcos acolheram shows típicos do nosso Rio Grande do Sul que chamaram a atenção do público que lotou o pavilhão. Sábado pela manhã, o grupo de um dos dos CTGs exibiu vários clássicos da música gaúcha. O curioso é que os casais de artistas eram compostos por goianos, mineiros, brasilienses e paulistas, numa saudável confraternização.
Amigos bem informados não se conformam
com as promessas não cumpridas na região
Fiquei orgulhoso ao percorrer os inúmeros estandes que vendiam diversos produtos gaúchos identificados pelos municípios de diversas regiões do nosso Estado. Também fiquei feliz ao vislumbrar visitantes fazendo compras e elogiando a qualidade das aquisições.
Falar mal do Brasil, do Estado onde moramos e até da cidade em que fixamos residência é muito comum. Tornou-se uma espécie de esporte nacional, muito comum e difundido. Por isso, muitas vezes, é saudável se afastar “do pago nativo” para constatar que muita gente nutre simpatia e até admiração pelo nosso Rio Grande do Sul, nossa gente, produtos e conquistas.
Velhos amigos que estão longe da terra natal não cansam de perguntar sobre o Estado. Querem saber, entre outros detalhes, como anda a reconstrução depois da histórica enchente de 2024. No meu caso, a curiosidade é ainda maior porque sabem que me orgulho de ter nascido no Vale do Taquari. Bem informados, conhecem a realidade que se abateu no pós-tragédia e se dizem indignados com a demora na concretização de promessas que, em pleno ano eleitoral, continuam apenas no papel.

