Na semana passada completei 25 de casamento. Para evitar dúvidas esclareço que são mais de duas décadas com a mesma mulher. Como se trata de um fato pouco comum convidei a dona Cármen para uma passagem meteórica num resort (http://www.grandocamaragogiresort.com/home/) na praia de Maragogi, em Alagoas, bem no meio do caminho entre Maceió e Recife.
Foi uma loucura! Primeiro pelo alto custo, depois pelo período de apenas cinco dias, sendo três à beira mar e dois entre conexões em aeroportos que mais pareciam rodoviárias em véspera de feriadão.
Acordamos em Porto Alegre às 4h30min para chegar à portaria do hotel às 20h15min depois de passar por São Paulo. O desembarque em terras nordestinas ocorreu em Rio Largo, perto de Maceió. Até Maragogi foram 150 quilômetros de micro-ônibus numa viagem de 2h45min.
Os primeiros 50 quilômetros são emoldurados por coqueiros, águas de azul marcante e vários balneários. Depois a paisagem se modifica com canaviais de ambos os lados da rodovia sinuosa, sem acostamento. A nossa ansiedade em chegar contrastava com a calma nordestina de Cristiano Ribeiro, o bem humorado motorista.
Foram três dias de sol, brisa mansa, horas refestelado na espreguiçadeira à beira mar regada com cerveja gelada, comida variada e raras caminhadas nas areias brancas. Fiquei impressionado com o contingente de argentinos e portugueses devido à crise que assola seus países. Entre os brasileiros, como sempre, os paulistas eram onipresentes.
Creio que minha teimosia germânica foi decisiva para a longevidade do casamento!
Avisei o gerente sobre os motivos da viagem Ao entrar no bangalô encontramos pétalas de rosas sobre a cama, um balde com espumante com dois cálices de cristal e uma cesta de frutas, sem falar da colcha dobrada em formato de ondas do mar. Um ambiente perfeito para assinalar os 25 anos de nosso enlace.
Ao vislumbrar o cenário concluí meu acerto na maluca ideia daquela viagem. Sequer a máquina fotográfica viajou conosco. Um celular garantiu o registro de tudo. Silenciosamente refleti e tive que admitir:
– Aturar a minha eterna ansiedade não é fácil. E a importância decisiva da minha mulher na criação dos dois filhos foi decisiva. Então… ela merece tudo isso!
A diferença de temperamentos gerou muitos conflitos, rompimentos temporários, reconciliações diárias, e esforços de aceitação mútua. Sinto-me um dinossauro por estar casado tanto tempo com a mesma mulher, mas sou feliz. Um amigo proferiu work shops sobre os segredos de um casamento longevo.
Tenho a convicção de que a teimosia, marca registrada deste colunista de sangue germânico, foi decisiva para entrar no 26º ano desta empreitada. Mas minha mulher (e meus filhos) acha que se trata de um preço muito caro…

