Recentemente arrolei neste espaço diversos motivos que me levam a ter orgulho da cidade em que nasci. No feriadão de Finados, quando permaneci quase dois dias em Arroio do Meio, aproveitei fiz algumas caminhadas pelas ruas centrais. E lamentavelmente constatei algumas coisas negativas que são verdadeiras chagas que castigam a maioria das cidades de todos os portes.
Refiro-me especificamente ao vandalismo, ao desrespeito à manutenção dos locais públicos e a falta de higiene de boa parte da população. A Praça Flores da Cunha, no coração do Centro, tem sido ao longo dos anos motivo de elogios dos visitantes e orgulho da nossa gente. As recentes reformas melhoraram significativamente o visual da área, racionalizaram o uso de diversos espaços e aumentaram a sensação de segurança à noite, graças à potente iluminação instalada em vários pontos.
No final da tarde de sexta-feira levei minha família para tomar um chimarrão na praça. Fiquei impressionado com a sujeira especialmente na área defronte à igreja até a escadaria. Há muitas garrafas, copos e sacolas plásticas, além de papéis, tocos de cigarro e latas e garrafas de vidro de refrigerante e de cerveja entre outros entulhos que comprometiam o visual. Meu filho chegou a comentar:
– É uma pena! A cidade está limpa, a praça ficou bonita com a reforma, mas este lixo estraga tudo!.
Outro detalhe que chamou minha atenção foi o cercado instalado em torno da Igreja Católica. Minha mãe relatou diversos episódios de vandalismo perpetrados contra este belíssimo monumento religioso que chegaram a atrasar algumas cerimônias. Depredar patrimônio alheio – e público – transformou-se numa praga onde quebrar, pichar e furtar objetos tornou-se cena comum.
Uma campanha de conscientização nas escolas pode conter o avanço do vandalismo
Nas minhas andanças também verifiquei o estado de abandono de algumas calçadas com lajes levantadas ou quebradas, o que compromete a segurança dos pedestres, principalmente das crianças e dos idosos. Cabe à prefeitura investir na fiscalização, manutenção e reforma em conjunto com os proprietários de imóveis próximos.
Motoristas e motoqueiros que abusam da velocidade, freiam bruscamente assustando os pedestres e que fazem “cantar” pneus constituem uma prática que parece nunca sair de moda. Desde a minha infância o hábito de executar manobras perigosas no entorno da praça é uma maneira burra de autoafirmação masculina. O risco de acidente é enorme devido ao movimento de pedestres e crianças.
Certamente estas são pequenas coisas diante de outros problemas que atormentam a vida dos meus conterrâneos. Sugiro uma campanha para preservar nossos logradouros públicos nas escolas para incentivar a educação sistemática de combate ao vandalismo. Do contrário, tudo se agravará fazendo com que todas as obras de melhorias sejam apenas dinheiro jogado fora.
P.S. Para não dizer que “não falei de flores” reitero que o atendimento no Supermercado 3 Piás e na Padaria Pedrotti continuam nota 10!

