Quando viajo, sempre gasto um tempo lendo jornais locais. De um lado, para me situar melhor; de outro, por curiosidade mesmo. Em recente viagem aos Estados Unidos, não foi diferente. Me grudei no The New York Times e no US Today. Claro que posso ler esses jornais pela internet sem sair de casa. Mas acontece que sou uma mulher antiga. Dou valor ao cheiro do papel. Não me importo de sujar as mãos nas páginas impressas.
Bom, nessas leituras, fui encontrando umas coisinhas interessantes. Quer ver?
*** Cresceu muito nos Estados Unidos a preocupação com a qualidade da alimentação. As redes de fast food estão tentando fazer alterações no cardápio. Principalmente, para introduzir alimentos menos processados e com menos quantidade de sal. Há cálculos mostrando quantas mil pessoas vão morrer nos próximos dez anos vítimas de doenças relacionadas com o excesso de sal e quantas a menos morreriam se a redução fosse de X ou Y por cento.
Provavelmente é por isso que já dá para encontrar no Starbucks uma caixinha com frutas picadas/cereal/iogurte quase pelo mesmo preço de um sanduíche.
*** Fazer terapia com psicólogo ou psiquiatra está se tornando comum entre pessoas com mais de 80 anos. O preconceito começa a desaparecer. Os mais velhos passaram a vida pensando que depressão, por exemplo, era uma espécie de fraqueza pessoal. Agora admitem que ela pode se relacionar com fatos mal resolvidos na história de cada um. E se a terapia ajuda a viver melhor, por que não tentar? – dizem eles.
*** Está em discussão a proposta de proibir a venda de cigarros a menores de 21 anos. Na maioria dos estados, atualmente é preciso ter 18 anos para comprar cigarros. Se a novidade passar, estima-se a redução de viciados em 55% nessa faixa de 18 a 21 anos.
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Fui me deliciar numa grande livraria. Principalmente, furungar nas prateleiras. Passei também pela sessão dos chamados áudio books – os livros gravados para serem ouvidos.
De repente bati os olhos no “Manuscript found in Accra” de Paulo Coelho, o autor de muitos best-sellers internacionais, traduzido em mais de 170 países, membro da Academia Brasileira de Letras – como estava escrito na capa. Comprei. Vinte dólares para a caixinha com dois CDs. Cheguei no carro e já botei para ouvir. O locutor primeiro anuncia que a obra foi escrita por Paulo Coêlo. Depois, passa a ler o texto. Qualidade de som excelente. Super bonito.
Tirei o chapéu. Viva o Paulo Coêlo!

