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    Ivete Kist - Carta Branca

    Um prato de comida

    adminBy admin7 de novembro de 2014Nenhum comentário3 Mins Read
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    Quem me contou foi o dono de negócio no ramo da alimentação, um cara que hoje pode dizer que é rico. A história é a história dele.

    Foi assim:

    A família era dona de uma terrinha magra localizada na parte alta desta região. Os filhos eram cinco. O menorzinho ainda nem caminhava, quando o pai ficou doente. O pai caiu de cama com uma enxaqueca tão forte que mal saía do quarto. Só a escuridão e a imobilidade lhe davam algum alívio.

    Fazer o quê? O sustento da família vinha do que plantava e do que colhia. Fazer o quê?

    A solução foi transformar o menino em homem. E o filho, um gurizote, teve de virar homem antes do tempo. De madrugada, ainda escuro, saía a cavalo com os latões de leite. Andava por trilhas de chão batido até a estrada, ia mais um tanto e chegava na casa do comerciante. Deixava a carga e pegava os latões vazios, para levar de novo no dia seguinte.

    Ele e os irmãos menores logo aprenderam que leite era coisa pra ser vendida. Só para o irmão pequeno sobrava um pouco. Para os outros, era café preto e pão com “schmia”. Mais nada. A nata tinha de ser guardada para fazer manteiga. A manteiga tinha de ser levada para vender.

    Comida fraca, muito trabalho.

    Foi um tempo duro, duríssimo. Um tempo que deixou cicatriz.

    Enfim, o pai ficou melhor e, aos poucos, pegou de volta o lugar de chefe.

    ****

    Com quatorze anos o guri veio para a cidade tentar a vida. De dia puxava carga num armazém; de noite, frequentava a escola. Em troca do almoço, servia as mesas num restaurante.

    Aconteceu num sábado. O restaurante grátis não funcionava naquele dia e guri reuniu os trocos. Foi na rodoviária, pediu um “completo”. Que luxo! Estava recém começando o prato, quando um menino parou do lado. Era engraxate, com a sua caixinha de lustrar sapatos. Ficou olhando com olhos magros. E pediu comida com os olhos tristes.

    O guri da colônia, já tinha força para ganhar dinheiro, mas nunca esquecera o que a fome era. Disse para o pequeno sentar ali e transferiu o prato: “come”.

    ****

    Passaram anos e anos.

    Há duas semanas, bateu um homem com a mulher e o filho na casa do comerciante – o antigo guri da colônia. O homem pediu licença, se apresentou, apresentou a mulher, mostrou o filho. Estava ali porque queria que o pequeno visse quem um dia lhe dera um prato de comida.

    Era para o menino crescer sabendo que a fome existe e que a bondade também existe.

     

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