O título acima parece estranho. Mas faz sentido no livro do médico Walter Bortz: “We live too short and die too long” – algo como “Vivemos muito pouco e morremos tempo demais”. Na obra, a velhice sem qualidade é apresentada como uma forma de não viver. Este é o sentido da expressão “morte que dura tempo demais”. Segundo o dr. Bortz, muitas das incapacidades que atribuímos à idade simplesmente resultam da falta de atividade, seja física, seja mental ou social.
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O dr. Bortz, além de médico, é professor e autor de vários livros. É também um fã da corrida. Ainda aos 83 anos participava das maratonas de Nova Iorque e de Boston. Seus livros são dedicados a examinar os temas do envelhecimento e da longevidade. A tese principal é: “você perde o que não usa”. A ideia ficou mais clara a partir de uma experiência pessoal. Foi assim. Quando tinha uns trinta e poucos anos, o dr. Bortz sofreu um acidente e quebrou uma perna. Ao ser retirado o gesso, cerca de dois meses após o acidente, o dr. Bortz se chocou ao verificar como a perna imobilizada tinha envelhecido em comparação com a outra. Ou, seja, a inatividade fora mais danosa do que o osso quebrado.
Os estudos subsequentes o levaram a estender este conceito para todos os aspectos da vida. Se você não exercita o corpo, se não exercita a mente, se não exercita os sentimentos, a sociabilidade, o senso estético, etc. você vai perdendo capacidades com o passar do tempo.
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Em outro livro intitulado “Dare to be 100”, algo como: “Ouse ter cem anos”, o dr. Bortz fala muito do engano de focar na medicina curativa em vez de estimular a prevenção. Conta que na antiga Grécia, o momento de curar alguém era encarado como sinal de fracasso. Fracasso, porque todos os métodos de vida saudável tinham falhado.
Hoje em dia, 95% do dinheiro da pesquisa na área da saúde são dedicados ao tratamento de doenças. A prevenção e a conservação do bem-estar, por sua vez, ficam meio esquecidas. O dr. Walter Bortz faz campanha contra isso. Principalmente por que, segundo ele, os maiores esforços se direcionam para o tratamento de doenças crônicas, exatamente aquelas que seria possível evitar, com base no conhecimento amplamente disponível.
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Algumas afirmações do dr. Walter Bortz:
Administrar remédios para quem está doente é a mesma coisa que começar a cavar uma fonte depois que estamos com sede.
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Nunca é tarde demais para começar a se exercitar; sempre é cedo demais para parar.
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Nossa saúde pertence a nós. Ela é preciosa demais para ser deixada na mão do governo, dos médicos ou dos remédios.
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Quanto mais você se dedica ao E (exercício), menos você precisa se preocupar com o D (dieta).

