NOSSA CAPA
    DESTAQUES

    Serviço prestado pela Corsan é tema de encontro entre Executivo e Legislativo

    10 de abril de 2026

    Evento destaca tradição alemã com dança e integração entre jovens

    10 de abril de 2026

    Marques de Souza escolhe sua nova Corte de soberanas nesta sexta-feira

    10 de abril de 2026
    Facebook Twitter Instagram
    Facebook Twitter Instagram
    O Alto TaquariO Alto Taquari
    ASSINAR
    • LEIA ONLINE (PDF)
    • Início
    • CATEGORIAS
      • Agricultura
      • Comércio
      • Cultura
      • Economia
      • Educação
      • Geral
      • Política
      • Polícia
      • Política
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    • Cotidiano
    • Colunas
      • Isoldi Bruxel – Apartes
      • Alexandre Garcia
      • Resenha do Solano
      • Ivete Kist – Carta Branca
      • Alício Assunção – Mais Turismo
      • Gilberto Jasper – Em Outras Palavras
    • Esportes
      1. Bocha
      2. Copa Pituca
      3. Escolinhas
      4. Futebol
      5. Futebol Amador
      6. Futsal
      7. Gauchão
      8. Motocross
      9. Outros esportes
      Featured

      Picada Flor reinaugura sua sede

      7 de março de 2026
      Recent

      Picada Flor reinaugura sua sede

      7 de março de 2026

      Intercamping conhece campeões neste sábado

      6 de março de 2026

      Arroio do Meio sedia etapa da Copa Sesc MTB neste domingo

      28 de fevereiro de 2026
    • ESPECIAIS/CADERNOS
      • 50 anos da AMAM
      • Arroio do Meio – 85 Anos
      • Eleições 2022
      • Escola São Caetano – 110 anos
      • Agrovale
    O Alto TaquariO Alto Taquari
    You are at:Início » Enfrentamento à violência doméstica exige união e mudança cultural
    Dia da Mulher

    Enfrentamento à violência doméstica exige união e mudança cultural

    O Alto TaquariBy O Alto Taquari8 de março de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    "Com a Lei Maria da Penha, passou a se ter um tratamento diferenciado e interdisciplinar para as vítimas"
    Compartilhar
    Facebook Twitter Pinterest WhatsApp Email

    O enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação firme das instituições e uma rede de apoio estruturada e comprometida. Na Comarca de Arroio do Meio, que abrange também os municípios de Nova Bréscia, Coqueiro Baixo, Pouso Novo, Travesseiro e Capitão, o Ministério Público tem desempenhado papel central nesse trabalho. À frente da Promotoria de Justiça, Carla Pereira Rêgo Flôres Soares destaca os avanços na organização da rede de enfrentamento à violência doméstica, especialmente em Arroio do Meio, onde a articulação entre os órgãos resultou na implantação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), ampliando o suporte especializado às vítimas. Em entrevista, a promotora de Justiça analisa a realidade local, os tipos de ocorrências mais comuns, o impacto da Lei Maria da Penha e os desafios que ainda persistem na construção de uma cultura de respeito e proteção aos direitos das mulheres.

    Jornal O Alto Taquari – O Ministério Público atua como fiscal da lei e defensor dos direitos das mulheres, especialmente no combate à violência doméstica e familiar. À frente do MP em Arroio do Meio, o que a senhora tem a dizer sobre a realidade local e municípios vizinhos sob sua jurisdição? Como estão as redes de apoio, serviços públicos de atendimento às mulheres (casas de abrigo, Cras, delegacia)?

    Promotora de Justiça Carla Pereira Rêgo Flôres Soares – A Comarca de Arroio do Meio é formada por seis municípios. O município maior, Arroio do Meio, que tem uma população de mais de 20 mil habitantes. Os demais municípios são Nova Bréscia, Coqueiro Baixo, Pouso Novo, Travesseiro e Capitão, municípios menores, onde se tem uma população que gira entre 2 a 3 mil habitantes, com algumas variações. Por conta disso, temos um pouco de diferença em relação à organização das redes nos municípios que são menores e no município de Arroio do Meio. Em Arroio do Meio nós temos uma rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar bem organizada e estruturada já há alguns anos. Há bastante tempo são feitas reuniões periódicas em que todas as entidades integrantes da rede discutem fluxos para melhor atendimento das vítimas, maneiras de dar um atendimento melhor e como aperfeiçoar o atendimento delas. Gostaria de destacar que, na minha opinião, a rede de enfrentamento à violência doméstica em Arroio do Meio nestes anos todos se mostrou muito comprometida, de maneira que nós conseguimos a implementação de um Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). Agora vamos ter em Arroio do Meio um CRAM que vai poder fornecer atendimento qualificado, específico e interdisciplinar para as mulheres. Isso foi uma conquista da rede de proteção com o apoio do Poder Executivo. Para melhorar o atendimento dos municípios menores, nós estamos em tratativas para que seja feito um convênio de todos os municípios integrantes da Comarca. Então, a ideia é, nós termos um CRAM sediado em Arroio do Meio, mas um CRAM que vai atender as mulheres vítimas de violência doméstica dos outros municípios da Comarca. Já temos inclusive uma reunião designada para este mês de março, em que vai ser apresentado o novo CRAM para todos os municípios da Comarca para, a partir daí, podermos avançar na parte burocrática, digamos assim, para ser feito esse convênio.

    Jornal AT – Quais tem sido os casos mais comuns de violência contra as mulheres no âmbito local e regional?

    Promotora de Justiça Carla – Infelizmente nós temos assistido diariamente um aumento absurdo dos casos de feminicídio no estado do Rio Grande do Sul. Especificamente na Comarca de Arroio do Meio, não tivemos nenhum caso grave de feminicídio, de maneira que, os principais crimes que acontecem nos municípios da Comarca são os de lesão corporal, ameaça, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas. Em que pese nós estarmos vivendo uma verdadeira epidemia de feminicídios no estado do Rio Grande do Sul. Antes mesmo dessa situação, o legislador já tinha se preocupado com essa questão do feminicídio de maneira que, houve uma alteração legislativa contemplando então o crime de feminicídio como um crime autônomo. Antes tínhamos o fato de a mulher ser vítima de homicídio, em razão dela ser mulher, como uma qualificadora do homicídio. Após essa alteração legislativa, foi criado o crime de feminicídio, que é um crime autônomo e a pena desse crime é muito grave. A pena máxima prevista é de 40 anos e a mais alta no sistema penal brasileiro.

    Jornal AT – Estamos avançando no Brasil na defesa das mulheres, a partir da criação e aplicação da Lei Maria da Penha?

    Promotora de Justiça Carla – A proteção das mulheres exige uma mudança cultural e investimento em educação. Infelizmente vivemos em uma sociedade machista em que sempre o homem foi considerado superior ou melhor que as mulheres. A Lei Maria da Penha veio para reconhecer esse tratamento diferenciado que as mulheres sofriam em razão desta visão de que a mulher é menos ou menor que os homens e, acabava sendo vítima de diversos tipos de violência, não só física como também psicológica. Com a Lei Maria da Penha foi criado um sistema de proteção às mulheres, que passaram a ter um tratamento diferenciado e interdisciplinar para as vítimas. Ao longo de 20 anos, desde a criação da Lei 11.340/2006, houve uma conscientização das mulheres sobre os seus direitos e de que as situações que vivenciavam consistiam em violência. As mulheres passaram a buscar ajuda junto à rede de proteção denunciando as violações de direitos sofridas. Paralelamente a isso, os órgãos integrantes da rede concebida e qualificada pela lei foram estruturando-se de maneira que representaram um refúgio seguro para estas vítimas. Na medida em que uma mulher denuncia o fato e esse fato não fica impune, outras mulheres criam coragem com essa visibilidade, fortalecendo-se o sistema de denúncias e comunicações. A lei traduz uma mudança de paradigma. A violência doméstica passou a ser tratada como uma violação de direitos humanos e não só como um caso de família. Ocorreu também, com o implemento da lei, uma ampliação do conceito de vítima para além da violência física. Nós temos verificado que políticas públicas complementares e essenciais passaram a ser implementadas. A Lei Maria da Penha não atua isoladamente, precisa ser integrada a políticas públicas mais amplas tais como programas em escolas que abordem igualdade de gênero, desconstrução de estereótipos e relações afetivas saudáveis.

    Promotora de Justiça Carla Pereira Rêgo Flôres Soares destaca que Arroio do Meio possui uma rede de enfrentamento de violência doméstica bem organizada e estruturada
    O Alto Taquari

    Postagens Relacionadas

    Angélica Bussmann: força que resolve, sensibilidade que constrói

    8 de março de 2026

    Divas do Vale: um projeto que vai além de imagens fotográficas e resgata autoestima com poder de transformação

    8 de março de 2026

    Liselena Bersch Neumann: uma mulher muito feminina, mas determinada e firme nas decisões

    8 de março de 2026

    Crise no setor leiteiro: para produtor Eliseu Alves deveria ter preço mínimo

    1 de março de 2026
    Não perca

    Serviço prestado pela Corsan é tema de encontro entre Executivo e Legislativo

    10 de abril de 2026

    Com o objetivo de tratar de assuntos de interesse da comunidade, a Administração Municipal promoveu…

    Evento destaca tradição alemã com dança e integração entre jovens

    10 de abril de 2026

    Marques de Souza escolhe sua nova Corte de soberanas nesta sexta-feira

    10 de abril de 2026

    Casos de furtos se intensificam e geram alerta no bairro Dona Rita

    10 de abril de 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • Instagram
    Nossas Escolhas

    Serviço prestado pela Corsan é tema de encontro entre Executivo e Legislativo

    10 de abril de 2026

    Evento destaca tradição alemã com dança e integração entre jovens

    10 de abril de 2026

    Marques de Souza escolhe sua nova Corte de soberanas nesta sexta-feira

    10 de abril de 2026

    FAÇA SUA ASSINATURA

    Faça sua assinatura e receba semanalmente o seu Jornal O Alto Taquari no conforto de sua casa ou empresa.

    Sobre nós
    Sobre nós

    Fundado em 1967, o jornal O Alto Taquari, desde o princípio, teve um enfoque comunitário, dando espaço e repercussão para iniciativas e fatos do cotidiano dos municípios de atuação.

    Desde os anos 80, o periódico está sob a coordenação e direção de Isoldi Bruxel. Neste período, o jornal acompanhou as mudanças que ocorrem em âmbito regional, nacional e até mesmo mundial, principalmente em termos de tecnologia e empreendedorismo, que influenciaram as relações e ambientes sociais, econômicos e culturais.

    Nossas Escolhas

    Serviço prestado pela Corsan é tema de encontro entre Executivo e Legislativo

    10 de abril de 2026

    Evento destaca tradição alemã com dança e integração entre jovens

    10 de abril de 2026

    Marques de Souza escolhe sua nova Corte de soberanas nesta sexta-feira

    10 de abril de 2026

    Casos de furtos se intensificam e geram alerta no bairro Dona Rita

    10 de abril de 2026
    INFORMAÇÕES GERAIS

    Pérola Editora Jornalística Ltda.
    Diretora/editora: Isoldi Bruxel
    Impressão: Gráfica UMA
    Periodicidade: semanário com circulação às sextas-feiras
    Área de abrangência: Arroio do Meio, Capitão, Travesseiro, Pouso Novo e Marques de Souza

    Rua Dr. João Carlos Machado, 775, 2º piso
    Caixa Postal 67 – Arroio do Meio – RS
    CEP 95940-000
    Telefone: 51 3716 1291
    E-mail: jornal@oaltotaquari.com.br

    O Alto Taquari
    Facebook Instagram WhatsApp
    © 2026 Todos os Direitos Reservados ao Jornal O Alto Taquari. Por Drops Criativa.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.