
Travesseiro e Capitão vivem neste final de semana grandes eventos. Travesseiro deve reunir grande público na sua 2ª Expofeira, mostrando seu potencial econômico, social e cultural. Cabe destacar que a 1ª Expofeira foi realizada em 2007 e foi sucesso absoluto. Agora, quase 20 anos depois, o evento retorna com outra estrutura e local. Já Capitão, que durante todo o mês teve atividades alusivas ao aniversário, inova, com o 1º Boi na Brasa, evento que será realizado neste domingo. Os dois municípios, embora pequenos, estão trabalhando do forma muito focada investindo em diferentes segmentos econômicos, mas também incentivando políticas culturais e educacionais e fomentando o lazer e o turismo – uma nova matriz econômica.
Definições passam por Kassab
O PSD de Gilberto Kassab (Centrão) deve definir oficialmente até o dia 30, quem será o pré-candidato a presidente da República entre os governadores do RS, Eduardo Leite, de Goiás, Ronaldo Caiado ou o do Paraná, Ratinho Junior, numa articulação de terceira via. Em campanha, ou procurados para dar entrevistas, o governador do Rio Grande do Sul vem há bastante tempo se posicionando contra a polarização, se colocando como candidato capaz de iniciar no país uma gestão moderna. Em uma das suas entrevistas disse que o ex-presidente Bolsonaro foi responsável para trazer de volta o Governo Lula. Ratinho Junior do Paraná que nas pesquisas de opinião aparece melhor avaliado, com menor rejeição (deverá ser o indicado) e Ronaldo Caiado, relativizam as pesquisas de opinião. Enquanto o discurso de Leite vai mais para a Centro Esquerda, os posicionamentos de Caiado e Ratinho Junior são mais para a Centro Direita. Diante das dificuldades pelo menos até agora, de qualquer um dos três que for escolhido, ter sucesso para ir ao segundo turno (embora Leite argumenta que poderá ser a opção para tal) os posicionamentos mais à Direita ou Esquerda tem peso porque vão interferir nas eleições estaduais e nacionais. Isto, se a projeção Lula (PT) x Flávio Bolsonaro (PL) se consolidar como indicam as pesquisas até aqui, que colocam os dois praticamente em empate técnico.
No RS, Eduardo Leite caso não seja indicado para concorrer à presidência, pavimenta seu caminho para o Senado. Também poderá ser vice numa chapa majoritária ou ainda continuar no governo. A indecisão está trazendo dificuldades para a campanha do seu vice, Gabriel Souza, pré-candidato do MDB ao Piratini.
PT pode ser vice de Juliana Brizola
Notícias que vem de Brasília indicam que é cada vez mais provável que o PT no Rio Grande do Sul seja vice do PDT, mantendo Juliana Brizola como cabeça da chapa. A articulação é defendida por Lula, que também trabalha em outros estados para recuperar o terreno perdido, em representatividade na Câmara e o Senado. Para a Direita, já desde a época do ex-presidente Bolsonaro, a campanha é para fazer o maior número de senadores que constitucionalmente tem a prerrogativa de votar por exemplo, impeachment de ministros do STF.
PL e PP reafirmam aliança
Como estava sendo articulado há mais tempo, o PP do RS decidiu apoiar o PL nas eleições para o Governo do Estado. As bancadas federais e estaduais do PP firmaram no início da semana a decisão de ser vice na chapa do PL que tem como pré-candidato, Luciano Zucco. A definição do vice ficará entre Silvana Covatti e o senador Luis Carlos Heinze. Já para as duas vagas para o Senado concorrem Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL).
Sobre democracia, justiça e mudança
Questionado a falar sobre os impactos da endêmica Lava Jato e o estouro da continuidade da corrupção, com os casos do roubo no INSS e Banco Master, o jornalista Fernão Lara Mesquita, em uma ótima entrevista dada ao Pânico, definiu que a “democracia só existe nestes casos quando o que manda é tirado e o que era mandado assume “. Fernão referiu-se à falta de representatividade real do Congresso, que reúne 513 deputados e 81 senadores (tem um alto custo para o contribuinte, mas por artimanhas de regimentos internos perdem este poder para quem está no comando da mesa.) Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também presidente do Congresso, que teria o poder de colocar em votação impeachment de ministros do STF, ignora a pressão até mesmo de maiorias. Alexandre de Morais, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino têm recebido pedidos de impedimento a serem votados. Mas as dezenas de pedidos não saem da gaveta.

