Promover o desenvolvimento turístico sustentável do distrito de Forqueta, em Arroio do Meio, por meio da valorização cultural e do ajardinamento temático dos empreendimentos locais. Este é o objetivo do projeto Jardins de Vó, que teve seu primeiro módulo realizado no dia 29 de abril, na Casa da Cultura de Forqueta. O segundo módulo será desenvolvido no dia 12 de maio, ocasião em que será discutido o tema ‘Manejo de solos e de plantas: identificação e combinação’. A ação tem o apoio da Prefeitura de Arroio do Meio e da Cooperativa Sicredi.
A ideia da ação, de acordo com a extensionista da Emater/RS-Ascar, Márcia Fonseca, é promover a melhoria visual dos empreendimentos e criar uma identidade turística local, possibilitando ainda o aumento do número de visitantes e da renda das famílias participantes. “A intenção como um todo também é a de fortalecer a cultura, a história e as tradições locais”, aponta.
Com 36 horas-aula no total, o cronograma prevê seis módulos – um por mês -, em que temas como manejo de solos e de plantas, resgate de flores tradicionais e estilos de jardins serão discutidos. “Nesta primeira etapa a ideia foi a de apresentar o programa e sensibilizar os participantes para a importância de temas ligados ao paisagismo, organização rural e tendências de jardinagem”, aponta Márcia.
A assistente técnica regional Social da Emater/RS-Ascar, Elizangela Teixeira, explica que o projeto é o ponto culminante no município do Projeto Regional de Paisagismo e Organização Rural – Jardins dos Vales, que teve início em 2024, buscando qualificar extensionistas rurais para ações em propriedades rurais, sedes de comunidades e pontos turísticos da região.
“A intenção desse projeto que é um guarda-chuva das ações municipais é a de deixar os locais mais acolhedores, belos e seguros, trabalhando questões como sustentabilidade, uso adequado de recursos naturais e funcionalidade”, enfatiza Elizangela. “No caso da localidade da Forqueta há um grande potencial turístico a ser desenvolvido não apenas com vistas a atrair visitantes, mas como forma de contribuir para o bem-estar e o sentimento de pertencimento das famílias envolvidas”, ressalta Márcia.
Para a empreendedora Rosemere Ruppenthal, a iniciativa tem importância não apenas por qualificar esteticamente os empreendimentos, mas também pela busca de uma identidade local. “É um projeto de baixo custo e que pode ter alto impacto, tornando a comunidade como uma referência em turismo acolhedor”, frisa. Já a presidente da Associação de Turismo Caminhos da Forqueta, Viviana Casaril, reforça o caráter coletivo da iniciativa. “É uma grande alegria, um presente para o nosso município, que nos leva de volta às nossas memórias afetivas”, comenta.


