
Seria injusto com ela e comigo não homenagear minha mãe com um texto cheio de sentimento como esse tem a pretensão de ser, no mês das Mães e no mês de aniversário dela.
O último aniversário dela que comemorei foi o de 68 anos. Genides gostava de trocar de idade. Gostava de reunir a família. E, eu então, escolhia presentes e dava aquele abraço nela. Esse ano, como já acontece há mais de sete anos, não se concretiza e ficam as lembranças. Mas é muito fácil falar em lembranças para quem não passou por isso. A dor dilacera e a tristeza vem forte. O que você mais queria era poder dar um abraço. E quando você vê está indo para o cemitério.
Genides, era uma mãe espetacular. Dessas que ensinou sobre valores, que era parceria da escola e amava muito. Eu sentia. Eu gostava. Eu precisava. Para o colo dela era onde eu corria quando apareciam os problemas e era para ela que eu também corria ou ligava para contar uma notícia boa. Era, literalmente o porto seguro.
Dessas mães que não dormia para me esperar chegar de uma festa. Queria saber sempre com quem eu andava. Dividia e compartilhava opiniões, me vestia para estar bem e só ela que fazia aquela comida.
O chimarrão me esperava a qualquer hora do dia, assim como seu sorriso, mesmo diante das dificuldades.
Poderia ficar escrevendo um dia inteiro sobre ela, meu anjo. Mas não é sobre isso. É sobre ser mãe. Que dádivas, nós filhos temos de termos mães maravilhosas. Mães super-heroínas. Eu só quero que você que está lendo esse texto diga a sua mãe o quanto a ama e o quanto ela é importante. Faça uma surpresa, sem ser dia das mães ou aniversário. Leve para passear, vá tomar chimarrão sem avisar. Ligue. Mande uma cartinha. Compre um presente. Mãe, merece o melhor.

