“Ninguém almoça de graça” – se diz por aí e nossa experiência confirma. Todas as coisas têm o seu preço. Custam dinheiro; custam esforço; custam coragem; custam tristeza; custam paciência; custam o tempo.. Seja qual for a moeda, cada passo que damos cobra o devido pedágio.
É interessante, por isso, notar que gostamos de ver a felicidade como exceção para a regra – a regra do almoço que custa. Felicidade viria de graça, tipo um presente da vida, loteria sem aposta nenhuma. A gente só teria de ficar esperando. Cedo ou tarde, o destino bateria na porta de casa – toc-toc-toc – com a felicidade numa bandeja. Isso. Felicidade sendo servida como se fosse encomenda ou feitiço.
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Mas nem todos acreditam em delivery da boa sorte. Tem gente, aliás, cheia de dúvidas. Felicidade seria artigo de outro calibre. Mais ou menos assim: se é possível aprender a viver no meio do gelo e a apreciar peixe cru; se dá para aprender a guiar caminhão, por que seria impossível aprender a ser mais feliz?
É exatamente para isto que existe um questionário famoso. Visa ajudar a quem quer aprender. Trata-se do “Questionário Oxford da Felicidade”, não sei se você já ouviu a respeito. O questionário foi desenvolvido por dois psicólogos da Universidade de Oxford, na Inglaterra, ao longo de anos de pesquisa. Reúne um conjunto de 29 perguntas. Para responder, cabe apontar a melhor entre as seis opções que aparecem. No fim, aplica-se uma fórmula e pá! O resultado vem em seguida. Somos informados em que ponto da escala nos encontramos.
A sugestão, que acompanha o pacote, é guardar o resultado obtido e repetir a prova mais tarde, para comparar os escores. Em relação ao intervalo entre as provas, a recomendação vai em outro sentido. Qual seja, aproveitar todos os dias para treinar e treinar. Isto mesmo, na vida real, ir treinando os modos de agir que combinam melhor com felicidade.
Quais são os quesitos do tal Questionário? Bom, são muito variados. Só para dar uma amostra, estendem-se sobre aspectos como: o que penso das outras pessoas; se estou rindo bastante; se me acho atraente; se tenho tempo para fazer o que eu quero; como são as lembranças que me vem do tempo passado.
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Estudos demonstram que o número de pessoas que se declaram felizes é maior na idade madura do que é entre os jovens. Estaria aí uma prova de que felicidade é coisa que se pode aprender?

