Segundo dados do IBAMA, o Brasil tem hoje cerca de 395 espécies e subespécies animais em extinção, não contados aí os peixes e os crustáceos. Na lista dos animais brasileiros ameaçados estão a onça pintada, o jacaré-de-papo-amarelo e o mico-leão-dourado.
O panorama é similar no mundo todo. Anos atrás ficou muito conhecido o slogan “Salvem as baleias”, quando um grupo de pessoas iniciou uma campanha séria em favor da preservação desses mamíferos e conseguiu resultados animadores. Por isso mesmo a frase “Salvem as baleias” ficou sendo uma espécie de símbolo da luta em favor de espécies ameaçadas.
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Se você procurar na internet, vai encontrar milhares de sites que tratam do assunto. Vai ver que também a Organização das Nações Unidas se preocupa com a matéria. Entre os oito objetivos do milênio para promover o desenvolvimento, um trata das espécies animais e vegetais ameaçadas. Existe até uma “Declaração Universal dos Direitos dos Animais”, que ainda espera por ser assinada por muitos países. Ela certamente ajudaria a proteger os animais, não só de extinção como de maus tratos.
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De forma simplificada, se pode dizer que a principal causa do perigo que ameaça os animais é o descaso com as necessidades deles. Ou seja, as pessoas pouco se importam em garantir-lhes boas condições de vida. Os animais estão aí, mas é como se não existissem. Que se arranjem.
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Com tudo isso, o que eu de fato estou querendo destacar é o seguinte: se a preocupação com os animais é importante, o que dizer da preocupação com as crianças? Quem mais do que as crianças precisa de proteção e cuidado? Quem mais do que as crianças merece a chance de se desenvolver e preparar um futuro bom?
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Com as comemorações do dia da criança convém lembrar que há quase cinquenta anos a ONU proclamava os direitos da criança. Entre eles, se encontra o direito de ter a preferência sobre todos os demais para receber socorro e atendimento, em qualquer circunstância.
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Em resumo, fica a sugestão de avaliarmos se nossa comunidade está garantindo à infância a preferência que a infância tem, por direito.

