Esta semana estamos no clima da Páscoa. Celebramos a ressureição de Jesus, relembrando a última ceia com seus discípulos, sofrimento físico como emocional e espiritual, o julgamento, a crucificação e a ressureição. Esse trajeto que Jesus passou é também conhecido como Paixão de Cristo, recordado através de cerimônias, festas, cultos religiosos. Sendo, em especial, um momento esperado, principalmente pelas crianças – os famosos ovos de Páscoa e o coelho. Nesse espírito pascal, algo inusitado aconteceu semana passada! Um rapaz me procurou para tirar dúvidas sobre a existência de Deus, questionar a veracidade da Bíblia e dois dias depois uma senhora foi ao meu encontro dizendo, em choro: – Como pessoas podem dizer que Deus não existe… é só olhar ao nosso redor que podemos perceber que Ele existe!
E, com lágrimas no rosto, começou a explicar na sua opinião o porquê e como acredita em Deus. Fiquei admirado pois ambos não se conhecem e nenhum deles sabe sobre a conversa pessoal que tive com cada um em dias diferentes, como lugar e momento, sem nenhuma ligação entre o rapaz e a senhora. Não estou afirmando que o rapaz seja ateu, mas geralmente os ateus procuram supostas falhas ou contradições na bíblia para questionar os que praticam a fé cristã. Se aprofundam tanto em analisar as escrituras, levantando questionamentos que algumas vezes não conseguimos respostas para suprir suas dúvidas. E quando temos as respostas dentro das escrituras ou de outras fontes, a maioria diz não acreditar na Bíblia, nem em Jesus e tão pouco nos seus discípulos que registraram os acontecidos, que hoje conhecemos como evangelhos, epístolas e o livro de Apocalipse, a revelação dada a João. A bíblia além de relatar sobre Deus, Jesus, também aconselha e ensina sobre valores morais, éticos; o que é certo e errado, o que pode causar o bem e o que o mal pode causar; cita sobre um padrão de vida com esperança e fé; possui evidências da ciência moderna registradas em suas escrituras muito antes de serem descobertas por cientistas em seus experimentos. A história se baseia em Jesus para especificar os anos, tendo a referência ao nascimento de Cristo, com a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo) adotados globalmente até por países que não proferem a fé cristã. Sendo essa datação padrão internacional, nem todos países se orientam por esse calendário. A bíblia foi formada através de descobertas de manuscritos 150 a.C. até 1947. Do Antigo Testamento foram encontrados 500 manuscritos e do Novo Testamento foram encontrados 5.400 manuscritos em grego, 10.000 manuscritos em latim, 9.300 manuscritos em diversos idiomas. De acordo com o Livro Guinness dos Recordes, a Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 5 bilhões de cópias vendidas e distribuídas.
Geralmente ateus têm oferecido diversos argumentos para contrariar as escrituras, a existência de Deus, ou qualquer outra divindade. Porém alguns deles, ao pesquisar argumentos para comprovar que Deus não existe, começaram a ter outra percepção da origem das ideias humanas e a professar a fé cristã. Exemplos: Dr. Augusto Cury, médico psiquiatra, escritor e cientista, pós-graduado em Psicologia Social; Dr. Francis Sellers Collins, um geneticista dos EUA; Lewis Wallace (1827 – 1905) foi um escritor e militar, conhecido por ter escrito o romance Ben-Hur; C. S. Lewis (1898 – 1963) foi um professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e teólogo irlandês, conhecido por suas obras “As Crônicas de Nárnia; Agostinho de Hipona (354 – 430) teólogo e filósofo; Josh McDowell, era um agnóstico na faculdade quando decidiu preparar um artigo que examinaria as evidências históricas da fé cristã a fim de refutá-la. No entanto, ele se converteu ao Cristianismo, depois que, como ele diz, encontrou evidências a favor, não contra; Lee Strobel foi jornalista investigativo e ateu quando começou a investigar as afirmações bíblicas sobre o Cristo após conversão de sua esposa. Motivado pelos resultados de sua investigação, ele se tornou um escritor cristão. Com essas pesquisas desses homens renomados concluímos que a fé e a ciência não se opõem, mas andam juntas. A história da ciência possuiu homens de fé, como Isaac Newton, e ateus, como Charles Darwin. A teoria da evolução de Darwin e os relatos da Bíblia provocam na maioria uma reviravolta em ambos os lados, mas Charles Darwin deixou essa frase “ Às vezes sinto arrepios por todo meu corpo, e pergunto-me se não me dediquei a uma fantasia.”. Com esses impasses entre filósofos, pensadores, cientistas ateus e filósofos, pensadores, cientistas devotos, a fé cristã, deixou uma herança de questionamentos que hoje ainda são debatidos, não importando a classe social, sendo em debates formal ou informal, ao público ou privado.
Refletindo, o debate entre duas pessoas, cada um defendendo sua lógica e argumentos, por um lado é bom, mas por outro não. O bom no debate é que conseguimos captar mais conhecimentos e informações, mas por outro lado não é bom, pois geralmente causa inimizade e intrigas que podem durar por toda vida, das duas pessoas ou só de uma. Da minha parte, antes, durante ou depois de um debate, o importante é o respeito, amor e a educação com a outra pessoa. Os debates não deveriam terminar com contendas, mas sim um aperto de mão e agradecimento pela oportunidade de compartilhar seus conhecimentos. Aqui deixo meu agradecimento pela atenção e desejo Feliz Páscoa a todos leitores.
João Edson Aires
Pastor auxiliar- Igreja Pentecostal Fonte de Água Viva

