
Temos a certeza de que as redes sociais atuam diretamente no cérebro em formação das nossas crianças e dos jovens, justamente por não estarem preparados para tanta informação, por que não estão maduros para tanta maldade, incertezas e mecanismos fortes de controle, dependência e alusão ao consumismo.
As plataformas, como a Meta, não são neutras. E elas inclusive confidenciaram isso. Elas querem atingir o público que não tem experiência de vida, que está se formando integralmente e inseguro para certas questões; ou seja, são vulneráveis de cérebro ainda.
Defender o não uso até os 16 anos, e o uso restrito é pensar na segurança dos nossos filhos e não é uma cruzada contra a tecnologia, mas um saber conciliar. Há tempo para tudo e muitas oportunidades para o bom uso dela ainda durante a vida.
O grau de dependência é tão grande que o adolescente, principalmente, deixa de interagir socialmente e de pensar. O cérebro fica “preguiçoso” e vai delegando funções, o que torna tudo mais frágil e difícil, inclusive na escola. As relações sociais vão sendo líquidas e sem construção de laços mais sólidos. A vida, praticamente acontece dentro da tela. Isso não dá para continuar!
Além disso, o jovem é bombardeado com informações e mensagem que vão engajando-o cada vez mais, esquecendo-se de que há vida, de que há funções a serem cumpridas; de que há escola, família.
Decisões de restringir o uso e proteger o ambiente da aprendizagem é pensar na segurança, no bem-estar e na formação integral desse ser humano. O adulto tem discernimento, mas a criança e o jovem tornam-se reféns da máquina e deixam, literalmente, de desenvolverem-se. Toda sua atenção se volta para a tecnologia. Proteger nunca vai ser um ato de retroceder.
No campo da educação já podemos trazer dados de que a proibição do celular, por exemplo, trouxe avanços significativos na aprendizagem. Quer notícia melhor que essa!?
Vamos pensar e discutir mais sobre esse assunto, ele nos é muito caro e importante.

