
Natural de Arroio Grande Central, a família, comunidade e amigos se despediram na quarta-feira do padre Valdir Biasibetti. Filho de Artílio e Irma Kreutz Biasibetti, já falecidos era irmão de Eronita Hammes, Valmir (falecido), Baltazar, Gaspar, Belchior, Ricardo, Volmar, Lenise Thomas e Adelar. Ele estava há cerca de quatro anos atuando na Paróquia de Putinga e em dezembro último celebrou 48 anos de vida sacerdotal. Ele faleceu na terça-feira à tarde depois de ter sofrido um grave acidente de trânsito na RSC-287 – Santa Cruz do Sul em circunstâncias não bem esclarecidas, num choque entre o Voyage que dirigia que colidiu com caminhão, num trecho em obras.
Conhecidos e amigos reconheciam nele uma pessoa bem humorada, que gostava de brincar e levar a vida com leveza, serenidade e fé. A administração municipal de Putinga, onde era Pároco, enalteceu a presença do padre nas atividades comunitárias, pautadas no acolhimento e cuidado com o próximo, nos últimos anos, deixando seu legado de fé.
Hampel é pré-candidato a deputado estadual
Carlos Alberto Hampel, 1º Tenente da Reserva da Brigada Militar do RS, natural de Ijuí, que mora em Arroio do Meio desde 2008, anunciou esta semana sua pré-candidatura pelo Democrata, partido que sucede PMB e não o DEM. O partido usa o número 35. Hampel foi candidato a vereador em Arroio do Meio em 2024 pelo PL, partido pelo qual fez 197 votos se tornando suplente. Hampel disse que sua saída do PL não foi por contrariedade, com a executiva do diretório local e com outros integrantes, mas por aceitar uma indicação e convite de integrantes da direção estadual do pré-candidato ao governo Zucco, que é do PL, um projeto maior. O objetivo é ampliar a coalização da direita conservadora. Para Hampel, poder representar Arroio do Meio e região na defesa e disputa de uma cadeira na AL, representa uma oportunidade prática do que sempre defendeu: ter representatividade política. “Quantas regiões muito menos expressivas em população ou importância econômica e estratégica tem seu deputado? São muitas e o Vale do Taquari tem ficado fora de um representante há vários anos,” argumenta. Ele acredita que o modelo político que permite a pulverização de votos, faz com o eleitor vote em candidatos com quem se identifica, “goste”, ou confia mais.
Trojan e Lucchese
O prefeito de Muçum Mateus Trojan deixou o cargo de prefeito, dia 2, cumprindo prazo de desincompatibilização para disputar vaga na Assembleia Legislativa. Havia uma especulação de que ele pudesse sair do MDB, por conta da pré-candidatura de Lucchese, mas no final, ambos deverão buscar seu espaço. Trojan foi eleito prefeito de Muçum aos 26 anos e reeleito em 2024 com 80,82% dos votos. Seu governo ficou marcado pelas duas maiores tragédias climáticas no RS, sendo que Muçum foi duramente atingido em 2023 e 2024. Já o empresário Roberto Lucchese, também pré-candidato pela sigla está em sua quarta expedição ao Monte Everest, em busca do ponto mais alto do mundo. A expedição deve durar cerca de 40 dias. Antes de partir gravou vídeo e deu entrevistas falando num tema polêmico relacionado aos pedágios. Para ele, o momento é focar em obras, buscando o dinheiro disponível da reconstrução e posteriormente debater o modelo dos pedágios. Para ele não adianta cada um puxar para um lado, mas sim pegar parte do dinheiro que seria usado para os pedágios e começar a construção de terceiras faixas e duplicação do viaduto que passa sobre a BR-386, para amenizar a tranqueira.
Generalizada troca partidária
A janela partidária encerrada no sábado 4 de abril, fez com que muitos deputados trocassem de partido. Por vários motivos: encontrar uma legenda para concorrer, estar numa sigla mais afinada ideologicamente, ampliar base de coalização nas correntes mais viáveis eleitoralmente em 2026, recuperar espaços perdidos, viabilizar construção futura… O grande foco neste ano passa a ser a eleição presidencial, polarizada entre Esquerda e Direita, tendo como principais candidatos, a reeleição de Lula (PT) que busca seu 4º mandato e Flávio Bolsonaro (PL), senador, indicado pelo pai, Jair Bolsonaro. Apesar de outras legendas apresentarem seus pré-candidatos, como é o caso de Ronaldo Caiado (PSD), uma candidatura anunciada como independente, o cenário até agora coloca que o voto do eleitor já está bastante consolidado.
PL E PODEMOS lideram os ganhos
A janela partidária redesenhou o mapa das bancadas na Câmara: PL e Podemos lideram os ganhos, sendo que o União Brasil, amargou as maiores perdas. Houve pelo menos 122 trocas de partido entre 5 de março e 3 de abril com fluxo de saída para o PL e ao Podemos num rearranjo movido por cálculo eleitoral, disputas regionais e mais espaço em diretórios. O PL ganhou 20 deputados e perdeu 9, fechando a janela com 11 de positivo. O Podemos perdeu 3, mas ganhou 11 cadeiras. O União Brasil terminou como maior perdedor: recebeu 11, mas perdeu 25. O PDT encolheu sua bancada, perdendo sete cadeiras e o MDB 5. O PT se manteve estável.

