
Existem muitas teorias, mas na realidade ninguém sabe explicar. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento, manifestando-se geralmente na infância.
O autismo é caracterizado por dificuldades em comunicação, interação social e comportamentos repetitivos.
Os sinais geralmente aparecem antes dos três anos de idade e podem variar em intensidade e forma de manifestação. O termo “espectro” refere-se à ampla gama de sintomas e níveis de gravidade que podem ser observados em pessoas diagnosticadas.
O que se sabe é que aumenta cada vez mais o número de crianças diagnosticadas. O censo de 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas com TEA no Brasil, com prevalência entre os homens. No ano 2000 os Estados Unidos registrava um caso de autismo para cada 150 crianças. Em 2020 o número saltou para uma a cada 36 crianças!
Atribui-se o autismo a uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Não há uma causa identificada, mas fatores como a exposição a agentes químicos durante a gestação, infecções maternas e condições genéticas podem aumentar o risco de desenvolvimento do TEA. Hoje desconfia-se até da grande quantidade de vacinas aplicadas nos recém-nascidos.
O que está acontecendo?
Os sintomas incluem a dificuldade em manter contato visual e em interagir socialmente, comportamentos repetitivos, como balançar o corpo e assistir centenas de vezes o mesmo desenho animado.
Mesmo com aulas especializadas e tratamentos adequados, uma criança com autismo grave não fala, já com dez anos de idade, e não consegue se comunicar. Mesmo com a atenção e carinho constante dos pais, com dedicação integral, dia e noite, acorda-se no meio da noite, não dorme e grita sem motivo. Nas crises mais graves agride-se a socos, bate a cabeça na parede e no assoalho. Tentativas de contê-la, para não se machucar, resulta em agressões e puxada de cabelos dos pais.
Aceita apenas determinados alimentos e tem sérias dificuldades intestinais. Como não consegue identificar o que está errado, a simples necessidade de urinar gera uma grave crise de gritos e agressões que cessam quando realizada a necessidade fisiológica.
Esses anjos não têm culpa dessa condição e cabe a todos entender e aceitar essa dificuldade de comportamento pelo padrão social.
Sofrem os pais e familiares, impotentes ante uma síndrome ainda inexplicável, à espera da facilitação de um tratamento que minimize essa condição que, no momento, é obtido pelo canabidiol (CBD), um composto da Cannabis (maconha), quem diria, ainda de difícil importação.

