
Quando se fala em Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul (PIB), as cooperativas são organizações que representam em torno de 10% na participação econômica, segundo dados apresentados pelo Sistema Ocergs. O setor tem relevância não só no aspecto econômico e social, mas também pela capacidade de fazer interação com as comunidades locais e regionais. A propósito destes números, várias cooperativas da região representam bem esta realidade: sistema de crédito Sicredi, Cooperativa Certel, Cooperativa Dália Alimentos, ValeLog, Unimed, Unidonto, entre outras. Na semana passada, por ocasião da inauguração da moderna sede operacional da Certel no bairro Montanha, em Lajeado, a placa descerrada pelo presidente Erineu José Hennemann, o vice, Daniel Luis Secchi e secretário Rainer Bunecker resume a força cooperativista: “O cooperativismo transforma realidades, une pessoas e fortalece comunidades, para um futuro mais justo e sustentável”.
Mulheres em cargos estratégicos
A propósito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, podemos observar que em vários setores elas avançam e ocupam maior espaço. Um dos setores onde as mulheres estão tendo presença forte é na área da contabilidade. À frente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, a presidente Patrícia Arruda avalia que o avanço é resultado de preparo técnico, engajamento institucional e da mudança cultural em curso. As mulheres já são maioria entre as profissionais registradas no Estado, mas a consolidação desta representatividade nos cargos de liderança ainda exige continuidade de ações estruturadas e comprometimento coletivo. Em Arroio do Meio, a maioria dos escritórios de contabilidade são liderados por mulheres, muitas delas jovens. Destaque também para a presidente da Acisam, Juliana Vasconcellos (primeira mulher a assumir a entidade em 86 anos), também oriunda de um dos escritórios mais antigos e consolidados de Arroio do Meio.
Educação e política
A professora e coordenadora da 3ª CRE, Greicy Weschenfelder levou 150 professores para o Encontro Regional do MDB na semana passada, ocasião em que foram lançadas as pré-candidaturas do atual vice Gabriel Souza para governador, Roberto Lucchese a deputado estadual e Carlos Ranzi a deputado federal. Falando em nome do governo do Estado, o vice governador, em tom de pré-campanha falou dos investimentos em educação do governo. Na sua fala, a coordenadora da 3ª CRE também fez efusivos elogios ao Governo Leite/Gabriel Souza. Mas cabe perguntar: e as obras em várias escolas estaduais, a exemplo do Guararapes, cuja precariedade e necessidade de reformas completam em maio, dois anos, e pelos últimos anúncios/acordos receberão recursos privados!? A coordenadora Greicy admite o problema, mas garante que está em curso sim, um novo olhar e valorização para a educação. Ela destacou o Programa Agiliza Educação e a reestruturação das carreiras dos professores, concursos, implementação do sistema de avaliação da educação no RS, com foco na qualificação docente e gestão.
Um beijo e um abraço a todas as mulheres de tanta boa vontade, reconhecidas ou anônimas, guerreiras, silenciosas, fortes e frágeis…
Banrisul com novo gerente de relacionamento
Diego Lima (E) é o novo gerente de relacionamento da agência Banrisul de Arroio do Meio. Esta semana acompanhado do gerente geral Rafael Klafke (D) estiveram em visita ao jornal, quando conversaram sobre produtos e serviços disponíveis pelo banco. Lima, natural de Porto Alegre, está há mais tempo na região e vem da agência de Estrela, onde reside com a família. Desde que está atuando na agência local está fazendo visitas a clientes e prospectando novos.
CENÁRIO DE CAUTELA – O Banrisul encerrou o ano de 2025 com lucro líquido de R$ 1,6 bi, o que representa um crescimento expressivo em relação a 2024. A agência de Arroio do Meio está bem consolidada e tem mais de 8 mil clientes. Para o gerente geral, Rafael Klafke, no cenário local há uma certa cautela para investimentos. “Muitos empresários em função de instabilidade econômica, tanto no Brasil quanto global, indefinição política em vista das eleições deste ano, juros altos, preferem aguardar para fazer investimentos mais substanciais. Por outro lado, há um considerável endividamento de muitas famílias em decorrência de consumo superior à capacidade e/ou situações decorrentes das enchentes, entre outras questões como a falta de educação e cultura financeira.”
Ainda em relação ao cenário local, vê com bons olhos o fato de muitas empresas a exemplo do setor de mercados estarem se modernizado, se adaptando às mudanças para oferecer o melhor para seus clientes. Com a migração de pessoas para os bairros, muitos pequenos negócios estão acompanhando e se adaptando à nova realidade.

