
O 2026 em praticamente todos os setores chega com desafios de muito trabalho. Depois de sucessivas crises e de adaptação a paralisações por conta da pandemia, enchentes, ciclones, entrada de novos impostos que vão afetar especialmente os pequenos negócios (comércio, serviços…), perda do poder de compra do consumidor, exigirão muito planejamento e adaptação a novas formas de trabalho, com aproveitamento de tecnologias disponíveis, mas também foco no bom atendimento e no potencial de diferenciais que podem ser dados no atendimento personalizado, olho no olho, disponibilidade de tempo. Em 2026, para alegria de uns, e necessidade de outros, o mercado também terá que absorver horas a menos de trabalho por conta de 12 feriados nacionais. O que se impõe, é que temos que conseguir fazer mais, para suprir lacunas.
O tempo de uma gestação
Faltam exatamente nove meses para as eleições presidenciais, Senado e deputados federais e estaduais, no Brasil. É um tempo que para candidatos é curto, principalmente para deputados que se apresentam pela primeira vez porque é preciso multiplicar passos, se tornar mais conhecido, articular com cabos eleitorais de base forte. Mas a maioria, pelo menos os que tem base no Vale do Taquari tanto para concorrer a deputado federal, quanto estadual já estão em evidência há mais tempo, se colocando como tal. O MDB projeta como candidato a deputado estadual o prefeito de Muçum, Mateus Trojan e a federal Carlos Ranzi, ex-vereador. Outro nome projetado pela sigla é do empresário Roberto Lucchese, que deve se filiar ao MDB. Lucchese se tornou mais conhecido pelo protagonismo na reconstrução da Ponte de Ferro e outras ações durante as enchentes e liderança na área da engenharia/construção pelo Vale do Taquari. Um nome forte e que se coloca como pré-candidato a deputado estadual é do atual secretário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Maneco Hassen, ex-prefeito de Taquari. Em praticamente todos os municípios do estado, que passaram por tragédias climáticas, Maneco esteve presente. Filiado ao PT, Maneco se coloca como candidato do Vale, não de uma sigla. Esta mesma disposição já manifestou nas eleições de 2022, quando concorreu à Assembleia tendo feito 34.522 votos. Há diversos outros nomes sendo ventilados como da ex-delegada, Márcia Scherer (MDB); do ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (União Brasil), Luís André Benoit (PL), entre outros. Sabe-se que muitos prefeitos e vereadores já tem seus candidatos, com quem tem maior alinhamento e proximidade por conta de emendas parlamentares e verbas em ministérios em Brasília, o que pode impactar na (in)viabilidade eleitoral de candidatos da região, uma situação que se repete há várias eleições, deixando o Vale sem uma representação política na Assembleia e na Câmara.
Primeira sessão
Rodrigo Quinot (PL) presidiu na última quarta-feira, a primeira sessão do Legislativo de Arroio do Meio. Eleito em dezembro com os votos de vereadores de apoio ao prefeito Sidnei Eckert, minimizou esta semana o fato de não ter recebido os votos dos vereadores que compõem a bancada do PP e PDT. Aos 25 anos é o mais jovem a assumir a presidência na Câmara de Arroio do Meio. Em visita ao AT reafirmou seu compromisso de trabalhar de forma produtiva, sem fazer oposição por mera atuação contrária. “Se tiver que criticar, criticamos, mas no caso de projetos que são bons para o município, vamos apoiar e ajudar a administração.”
Decisão sai dia 20
O PP estadual decide no dia 20 de janeiro com quem vai compor. Se irá com Gabriel Souza (MDB) como gostaria o secretário de Desenvolvimento do governo Leite, Ernani Polo ou com o pré-candidato pelo PL, Zucco, como projeta Covatti Filho. O PP atualmente tem vários cargos no governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB). A reunião convocada pelo presidente da sigla, Covatti Filho vai bater o martelo sobre a composição para as eleições de outubro. Tanto Zucco, quanto Leite/Gabriel Souza prometem dar a vice- candidatura para Covatti ou Polo.

